IBGE diz que efeito do El Niño sobre alimentos ainda não pode ser medido
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) afirmou nesta terça-feira (11), ao comentar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho, que o El Niño e as mudanças climáticas representam um risco relevante para o comportamento futuro dos preços de alimentos no Brasil.
Segundo o gerente de pesquisa do instituto, Fernando Gonçalves, ainda não é possível quantificar esse efeito sobre a inflação.
De acordo com Gonçalves, o El Niño altera os padrões de chuva e temperatura, o que pode comprometer lavouras, a depender da concentração de excesso de precipitação ou de seca em determinadas regiões.
O pesquisador disse que será necessário acompanhar como o fenômeno vai se desdobrar, porque mudanças no clima podem afetar a produção e, em seguida, a oferta de alimentos.
Ao tratar do cenário atual, Gonçalves lembrou que em 2024 também houve El Niño, com reflexos sobre a alimentação, incluindo café e carnes em determinados momentos.
Para este ciclo, ele afirmou que a expectativa é de um El Niño forte e que o monitoramento será determinante para entender se o quadro recente de alívio em alguns alimentos pode ser mantido ou revertido.
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