Senador culpa política de vacinação de Trump por mortes por sarampo nos EUA
O presidente republicano do Comitê de Saúde do Senado dos Estados Unidos culpou, nesta quarta-feira (16), a abordagem do governo Trump em relação às vacinas pelas recentes mortes por sarampo na Pensilvânia e pressionou a indicada de Trump para o cargo de cirurgião-geral a afirmar claramente que as vacinas não causam autismo.
O senador Bill Cassidy, médico da Louisiana que preside o comitê, proferiu a declaração inicial crítica enquanto o país enfrenta o pior surto de sarampo em mais de 35 anos.
Ele afirmou que três pessoas na Pensilvânia morreram de sarampo, com um quarto caso de morte sob investigação, devido à desinformação e a políticas equivocadas.
“Sofrer com qualquer doença é terrível, mas sofrer com uma que é evitável, isso é ainda pior”, disse Cassidy.
A comissão está avaliando a candidatura de Chris Klomp para o cargo de secretário-adjunto de Saúde e Serviços Humanos, da dra.
Nicole Saphier para o cargo de cirurgiã-geral e do dr.
Timothy Westlake para liderar a Administração de Serviços de Abuso de Substâncias e Saúde Mental.
Cassidy disse que o país precisa de líderes na área da saúde que, segundo ele, “tomem decisões com base na ciência, não na política ou na ideologia”.
Leia Mais Trump tira Venezuela de lista do tráfico de drogas e pode tirar Colômbia Deputado dos EUA envia carta à OEA sobre crise no STF e Moraes e cobra ação Após pressão, Meloni, da Itália diz que ficará no cargo até fim de mandato Saphier sob pressão sobre relação entre vacinas e autismo Cassidy dirigiu sua advertência mais contundente a Saphier, pressionando-a repetidamente para que afirmasse que a vacina contra sarampo , caxumba e rubéola não causa autismo.
A candidata a cirurgiã-geral inicialmente se esquivou, dizendo que “não havia visto evidências confiáveis” de que as vacinas causassem autismo.
“Isso é um pouco ambíguo”, disse Cassidy, alertando que outras pessoas já haviam usado essa “margem de manobra” para, posteriormente, agir contra as evidências científicas.
Saphier acabou afirmando que não acreditava que a vacina tríplice viral fosse letal, chamando-a de “nossa maior ferramenta para combater o sarampo”, e disse: “Não acredito que as vacinas infantis causem autismo”.
O secretário de Saúde dos EUA, Robert F.
Kennedy Jr., há muito tempo defende uma suposta relação entre vacinas e autismo — já desmentida pela ciência —, contrária às evidências científicas, e Trump também abraçou essa ideia.
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