As viagens que Michelle Bolsonaro planeja para a campanha do 2º turno
Senadora eleita com votação recorde no Distrito Federal, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro planeja realizar viagens para algumas capitais brasileiras nas próximas semanas, durante a campanha do segundo turno, para pedir votos para o enteado Flávio Bolsonaro à Presidência da República e para aliados em disputas por governos estaduais.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), amiga próxima de Michelle, afirmou que as duas tentam viabilizar agendas conjuntas em cidades do Nordeste, dedicadas a mobilizar principalmente o eleitorado feminino e evangélico em uma região onde Lula e o PT tiveram mais votos que o senador do PL no primeiro turno.
Além disso, uma aliada que a esposa de Jair Bolsonaro faz questão de visitar e apoiar em pessoa é a candidata ao governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo , quadro do PL Mulher, que Michelle presidiu durante os últimos anos e expandiu consideravelmente a formação política de candidatas e militantes do partido Brasil afora.
A postulante avançou ao segundo turno contra o senador Omar Aziz , do PSD.
“As urnas provaram que Jair e Michelle Bolsonaro são as duas maiores lideranças políticas do país.
E detalhe: com muitas mulheres conservadoras eleitas.
Isso, para mim, também teve um papel extraordinário, essas mulheres conservadoras virem para o Parlamento”, declarou Damares a VEJA.
Continua após a publicidade Para tirar os deslocamentos interestaduais do papel, a ex-primeira-dama precisará conciliar as viagens com os cuidados com a saúde do marido.
É ela quem prepara a comida e administra os medicamentos de que Bolsonaro depende para mitigar o risco de aderências no intestino e crises de soluço.
Michelle já pediu algumas vezes para o ministro Alexandre de Moraes , responsável no Supremo Tribunal Federal pela execução da pena do capitão reformado a 27 anos e 3 meses de prisão depois da condenação por tentativa de golpe de Estado, autorizar a entrada de familiares seus na casa em que mora com Bolsonaro para que ela possa se ausentar por períodos mais prolongados durante o diaflavio bolso.
Via de regra, as decisões do magistrado têm restringido essa possibilidade.
Continua após a publicidade “Bolsonaro está totalmente amordaçado.
E a esposa, a segunda maior liderança no Brasil e maior liderança feminina de direita está presa junto.
A Michelle é carcereira de Bolsonaro.
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