Geração app acelera para o futuro sem aposentadoria
É na rua que muitos trabalhadores ganham o pão.
As plataformas de transporte de pessoas e entrega de mercadorias se tornaram fonte de renda para muitos brasileiros.
Os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE ) mostram que ao menos 1,7 milhão de pessoas trabalhavam por meio de plataformas digitais e aplicativos de serviços em 2024, o grupo corresponde a 1,9% da população ocupada no setor privado.
O trabalho associado às plataformas é uma oportunidade de renda para quem não conseguiu vaga no mercado de trabalho formal ou prefere trabalhar sem vínculos trabalhistas.
No entanto, há um ponto preocupante: apenas 35,9% dos plataformizados contribuem para a Previdência; entre os outros trabalhadores, o percentual sobe para 61,9%.
A população que não recolhe para a aposentadoria pode se deparar com um futuro difícil, caso não adote outras alternativas.
O ônus de não contribuir para a Previdência é envelhecer trabalhando ou depender do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que é pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e corresponde a um salário mínimo por mês (R$ 1.621).
“Eles não terão a aposentadoria, seja ela qual for.
Se o indivíduo não contribui, não vai ter direito à aposentadoria: nem por idade, nem por tempo de trabalho”, explica a advogada especialista em Direito Previdenciário, Tatiana Campos de Moraes Nora.
6 imagens Fechar modal.
1 de 6 Motorista de aplicativo, Vandir Ferreira Telis Filho Vinicius Schmidt 2 de 6 Fachada da Previdência Social KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo 3 de 6 Vandir Ferreira Telis Filho Vinícius Schmidt/Metrópoles @vinicius.foto 4 de 6 Entregador durante o trabalho nas proximidades da Avenida 9 de Julho, em São Paulo William Cardoso/Metrópoles 5 de 6 INSS VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto 6 de 6 Entregador durante o trabalho na Avenida Paulista, em São Paulo William Cardoso/Metrópoles Opção por não contribuir Vandir Ferreira Telis Filho, de 57 anos, pertence à parcela de trabalhadores plataformizados que não contribuem para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), ou seja, o INSS .
Graduado em Direito e ex-militar, Telis Filho passou por um divórcio há três anos e o trabalho como motorista de aplicativo foi a alternativa encontrada para se reorganizar financeiramente.
Ele optou por não contribuir para a Previdência, pois considera que o retorno não compensará o investimento feito.
“Com todo respeito, sem arrogância, jamais quero depender desse negócio.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.