sexta-feira, 18 de setembro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Últimas

Abiec: sem regulação, cota de carne para China pode acabar em março

UOL Notícias ·
Abiec: sem regulação, cota de carne para China pode acabar em março

São Paulo, 18 - A cota destinada à carne bovina brasileira na China em 2027 pode ser consumida já em março se não houver um mecanismo para distribuir os embarques ao longo do ano, afirmou na quinta-feira, 17, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa.

Para evitar uma nova corrida de vendas, a entidade discute com o governo brasileiro uma proposta de divisão dos volumes entre frigoríficos, com base, entre outros critérios, na participação de mercado e no histórico de exportações das empresas."Se nada for feito, vai acabar em março", afirmou Perosa, durante encontro na sede da Abiec, em São Paulo.

Segundo ele, a projeção considera o ritmo mensal de embarques brasileiros à China e a possibilidade de antecipação das vendas para o início do próximo ano.A China estabeleceu para o Brasil uma cota de 1,128 milhão de toneladas em 2027, ante 1,106 milhão de toneladas neste ano.

Acima do limite, a carne brasileira continua podendo entrar no mercado chinês, mas fica sujeita a uma tarifa adicional de 55% sobre a alíquota já aplicada.

A salvaguarda vigora de 2026 a 2028 e prevê elevação gradual da cota brasileira para 1,151 milhão de toneladas no último ano.O primeiro ano da medida mostrou o risco de concentração dos embarques.

Em 9 de maio, o Brasil já havia atingido 50% da cota de 2026; em 21 de julho, chegou a 80%; e, em 10 de agosto, a 90%, segundo comunicados do Ministério do Comércio da China.A aproximação do limite derrubou as vendas para o principal destino da carne brasileira.

Perosa afirmou que os embarques para a China recuaram cerca de 90% em agosto e devem permanecer muito baixos em setembro.

Ele classificou julho, agosto e setembro como meses "duríssimos" para a indústria, sobretudo pela redução das margens e pela necessidade de redirecionar produto para outros mercados.O movimento interrompeu um primeiro semestre particularmente forte.

De janeiro a junho, a China comprou 794,7 mil toneladas de carne bovina brasileira, alta de 24% em relação ao mesmo período de 2025, e respondeu por US$ 4,87 bilhões em receita, segundo dados da Secex compilados pela Abiec.Na avaliação de Perosa, a situação pode se tornar ainda mais delicada em 2027 porque, diferentemente do início deste ano, os exportadores já conhecem antecipadamente o tamanho da cota e podem começar a fechar negócios ainda em outubro ou novembro para cargas destinadas a chegar à China a partir de janeiro.

"Pode haver, sim, uma antecipação de vendas para a China", afirmou.O presidente da Abiec, porém, ponderou que o ritmo efetivo das compras ainda dependerá do apetite chinês.

Segundo ele, os estoques de carne bovina no país estão elevados, enquanto a produção doméstica de carne suína também se encontra em nível alto.

"Ainda é um enigma isso que a gente precisa acompanhar nos próximos passos do mercado", disse.Se o limite for alcançado em março ou abril, Perosa avalia que a indústria poderá atravessar até seis meses com vendas fortemente reduzidas para seu principal mercado.

Ler a notícia completa no UOL Notícias ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

Este assunto em outros veículos

Mais de UOL Notícias

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›