Conselho da Meta critica proteções 'insuficientes' contra deepfakes
Órgão quase-independente financiado pela Meta, o Conselho apontou que esses casos violavam as regras da empresa sobre incitação ao ódio, desinformação e assédio, e ordenou a remoção dos vídeos.
O primeiro deles mostra uma vereadora do Partido Trabalhista na Escócia fazendo comentários inflamados sobre refugiados. Não há registros públicos desses comentários e detalhes do vídeo indicam que ele foi manipulado, principalmente a falta de sincronização labial.
O segundo vídeo busca desacreditar uma ativista muçulmana e seu trabalho como educadora na área de saúde. Ela aparece consumindo alimentos ultraprocessados, enquanto dá dicas de dieta e pratica exercícios absurdos.
O Conselho de Supervisão argumentou que as regras da Meta eram "sistemática e fundamentalmente insuficientes" para lidar com o fluxo constante de conteúdo gerado por IA em suas plataformas, como Facebook e Instagram.
"Esses casos ilustram um padrão mais amplo e preocupante, no qual as mulheres que se manifestam publicamente sobre temas sociais são alvo de perseguição e desinformação de forma desproporcional", disse a copresidente do Conselho, Pamela San Martin.
"Assim como outras plataformas de redes sociais, a Meta precisa de normas sólidas para lidar com a proliferação de deepfakes", ressaltou Pamela, que citou, entre elas, "uma postura muito mais rigorosa em relação à classificação de conteúdo enganoso, penalidades mais severas para os reincidentes e a remoção das deepfakes destinadas a perseguir pessoas".
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Tilt.