Lula critica Trump e o chama de “imperador” dos EUA
Nesta segunda-feira (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar Donald Trump, seu homólogo americano, referindo-se a ele como “imperador” e contestando as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil.
Durante entrevista à emissora americana CNN, Lula afirmou que as medidas foram baseadas em “mentiras” e defendeu o multilateralismo.
Lula critica Trump, chamando-o de “imperador” e acusa os EUA de impor tarifas baseadas em mentiras.
O presidente brasileiro manifesta desejo de negociar, mas ameaça reciprocidade e pede que Trump não interfira nas eleições.
Lula também criticou a ação dos EUA contra a Venezuela, que prendeu o ex-presidente Nicolás Maduro.
O petista, entrevistado pela âncora da CNN Christiane Amanpour, declarou que o republicano “tem um jeito de governar baseado em “sou o mais forte, sou o mais poderoso, sou o mais rico, posso tudo, e todos os outros têm que obedecer””.
Lula disse não concordar com essa postura, argumentando que “quanto mais forte, pior” e que as tarifas aplicadas foram infundadas.
Lula defende multilateralismo e cobra negociação Em Nova York, onde participa da Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente afirmou que não deseja “entrar em guerra com os EUA”, mas manifestou o desejo de negociação.
Lula acrescentou que Trump não pode “impor suas vontades” e o aconselhou a lembrar que foi eleito para governar os Estados Unidos, não para atuar como o “imperador do mundo”, descrevendo-o como alguém que “fala muito e ouve pouco”.
Em relação às eleições presidenciais de outubro, Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o pleito deste ano será uma escolha entre “democracia ou barbárie”.
O presidente também disse estar “confortável” com o processo e afirmou “ter certeza de que ganhará”.
“A realidade é que o que está em jogo hoje no Brasil não é uma escolha de pessoas ou partidos contra outros.
O que está em jogo hoje é uma escolha entre termos democracia ou barbárie; uma política de conservação da natureza ou o desmatamento; uma política de inclusão social ou deixar os pobres abandonados; o fortalecimento da cultura ou o fim da cultura”, disse.
A polarização em torno das figuras políticas pode ser vista na disputa eleitoral, como no caso em que Trump vira protagonista da disputa eleitoral entre Lula e Flávio Bolsonaro .
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