Mulheres lésbicas também podem ter ISTs e risco ainda é subestimado
As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) seguem como um problema de saúde pública e atingem diferentes perfis da população.
Entre mulheres lésbicas, porém, o tema ainda é pouco discutido , o que contribui para a ideia equivocada de que o risco seria baixo ou inexistente.
Especialistas apontam que essa percepção não corresponde à realidade.
A ausência de informação adequada e de abordagens específicas na saúde pode atrasar o diagnóstico e dificultar a prevenção.
Risco existe e não depende do tipo de relação O ginecologista e obstetra Alexandre Pupo, do Hospital Sírio-Libanês, afirma que o risco de transmissão é alto.
“O risco existe de transmissão sempre que houver contato de mucosa com mucosa”, explica.
Isso inclui diferentes formas de relação sexual entre mulheres, mesmo sem penetração.
O contato direto entre regiões íntimas já é suficiente para permitir a passagem de agentes infecciosos.
Quais são as infecções mais comuns Segundo a infectologista Adriana Coracini de Proença, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), algumas infecções aparecem com mais frequência nesse grupo.
“A vaginose bacteriana, principalmente por Trichomonas, o HPV e o herpes simples são as principais”, afirma.
Ela explica que outras infecções, como sífilis e HIV, também podem ser transmitidas, embora com menor frequência.
Já casos de clamídia e gonorreia costumam estar relacionados a exposições anteriores.
Como ocorre a transmissão As formas de transmissão variam conforme as práticas.
Adriana explica que sexo oro-vaginal, oro-anal, contato manual e uso de objetos sexuais compartilhados estão entre as situações que podem facilitar a infecção.
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