“Não quero ficar dependente de inteligência artificial chinesa ou americana”, diz Lula após vencer as eleições
A semana amanheceu com a permanência de Luiz Inácio Lula da Silva na cadeira da presidência.
Neste domingo (25) o atual presidente saiu a frente da disputa eleitoral com 51,79% dos votos.
Na mesma noite, em seu discurso de vitória, Lula fez questão de reforçar suas propostas de desenvolvimento tecnológico, acrescentando que pretende desenvolver uma própria inteligência artificial brasileira.
O chefe de Estado exaltou projetos de educação, como o programa Pé de Meia, e estendeu a ideia à necessidade de soberania digital.
“Vamos ensinar matemática, engenharia, para não ficar dependente de inteligência artificial chinesa ou americana, vamos criar uma brasileira”, declara.
Data centers e recursos naturais Lula também retomou projetos já apresentados sobre a expansão de data centers no Brasil.
“Temos que aproveitar o potencial energético de um país que talvez seja o que tenha mais capacidade de energia renovável para trazer os datacenters necessários para acumular dados no Brasil, mas vão ter que deixar uma parte somente para informações brasileiras”, explica.
Leia mais: Eleições 2026: o que Lula e Flávio Bolsonaro propõem para tecnologia e para as empresas Em seu plano de governo, o candidato à reeleição defendeu uma participação maior do país no avanço da IA, principalmente como destino de data centers.
Seguindo o principal eixo de sua campanha, a soberania nacional, o documento estende o conceito ao âmbito tecnológico, com desenvolvimento de nuvens e de infraestrutura de dados e abertura de recursos brasileiros, desde que o Brasil tenha participação ativa nas soluções.
Regulação das big techs O presidente reeleito também declarou a necessidade de maior controle sobre as big techs no país.
Durante o segundo turno, surgiram alegações de manipulação do engajamento de conteúdos eleitorais pela Meta .
A empresa foi notificada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, ao final, negou ter exercido qualquer influência.
“Vamos ter que regulá-las.
Um crime no mundo digital tem que ser tratado como um crime no mundo real”, afirmou Lula, que também defendeu a cobrança de impostos e o desenvolvimento dessas empresas em território nacional.
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