Quatro dias após eleição, TSE forma maioria para barrar candidatura de Jerson
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) formou maioria nesta quinta-feira (8) para indeferir o registro de candidatura de Jerson Domingos (União) a deputado estadual em Mato Grosso do Sul.
Quatro dos sete ministros que participam do julgamento já votaram pelo acolhimento do recurso contra a candidatura, acompanhando o relator Floriano de Azevedo Marques.
O julgamento, porém, ainda não foi formalmente encerrado porque três ministros não apresentaram voto.
Além do relator, votaram pelo indeferimento Dias Toffoli, Ricardo Villas Bôas Cueva e Sebastião Reis Júnior.
Permanecem sem voto André Mendonça, Estela Aranha e Nunes Marques.
Jerson recebeu 16.884 votos na eleição de domingo (4) e terminou a disputa como segundo suplente da Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP.
A maioria formada no TSE não altera as quatro cadeiras conquistadas pela federação na Assembleia Legislativa, mas muda a situação de Jerson na relação de suplentes.
O processo em julgamento é um RO-El (Recurso Ordinário Eleitoral) e trata da impugnação do registro de candidatura.
O recurso foi apresentado contra decisão do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), que havia autorizado Jerson a disputar a eleição.
Apesar da maioria formada no TSE para barrar o registro da candidatura, o advogado Valeriano Fontoura, que representa a federação União Progressista na ação, afirmou que vai aguardar a conclusão do julgamento e a publicação do acórdão antes de definir quais medidas serão adotadas contra a decisão.
“Eu vou esperar a conclusão do julgamento e a publicação do acórdão e avaliar pela federação qual medida a ser intentada contra essa decisão.
Mas, obviamente, aguardar a conclusão do julgamento e a publicação do acórdão”, afirmou.
Maioria acompanha relator - O julgamento começou na terça-feira (6), quando Floriano de Azevedo Marques votou pelo indeferimento do registro.
O ministro acolheu o recurso apresentado pelo Ministério Público Eleitoral, que havia questionado a candidatura com base em processos relacionados à Operação Omertà.
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