Suspeito de chefiar esquema de golpes que movimentou mais de R$ 600 mi no PI nunca operou na bolsa de valores, segundo delegado
Francisco das Chagas, conhecido como "Chico Trader" Reprodução Francisco das Chagas, conhecido como "Chico Trader", preso suspeito de liderar um grupo investigado por aplicar golpes com falsas operações na Bolsa de Valores, nunca chegou a realizar investimentos na Bolsa, segundo o delegado Luciano Alcântara, da Polícia Civil do Piauí.
Conforme a investigação, o esquema movimentou mais de R$ 600 milhões.
O Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) concluiu, na sexta-feira (21), o inquérito sobre o esquema.
Segundo o delegado, Chico e outros investigados foram indiciados por lavagem de dinheiro, crime contra a economia popular, estelionato, associação criminosa e três crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
LEIA TAMBÉM: Suspeito de chefiar esquema de golpes que movimentou mais de R$ 600 mi no PI diz que não tem como pagar vítimas, afirma delegado ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp O g1 tenta contato com a defesa do homem.
"De acordo com a Bolsa, o Chico nunca operou na bolsa no período em que atuou na Xtreme.
Podemos dizer que ele recebia o dinheiro das pessoas sabendo que [o esquema] era falso", iniciou o delegado.
Agora no g1 Ao g1, o delegado Luciano Alcântara informou que a investigação não encontrou registros de operações realizadas por Chico na Bolsa de Valores.
A conclusão contradiz o depoimento prestado por ele à Polícia Civil, no qual afirmou ter feito investimentos e perdido parte do dinheiro aplicado.
Segundo a investigação, Chico usava parte do dinheiro recebido dos investidores para fazer pagamentos para as próprias vítimas, simulando lucros das aplicações.
O restante dos valores era depositado em uma corretora, empresa que faz a intermediação entre investidores e a Bolsa de Valores.
O homem, no entanto, não chegava a realizar as operações e pegava novamente os valores inseridos na corretora.
"Ele pegava uma parte do dinheiro e dava para as vítimas para que elas achassem que fosse o lucro.
A outra parte, colocava na corretora para fingir que iria fazer as operações na bolsa, para fingir legalidade.
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