Crianças que aguardavam cirurgia de coração na Santa Casa foram para São Paulo
As 4 crianças que precisavam de cirurgia cardíaca na Santa Casa de Campo Grande em setembro deste ano foram transferidas para o Estado de São Paulo.
O serviço foi encerrado na unidade, única de Mato Grosso do Sul que realizava esse tipo de operação.
A informação foi confirmada pela instituição, que disse ainda que nenhuma das crianças foi transferida para o Hospital Pequeno Príncipe, no Paraná.
Apesar de continuar como referência desse atendimento, ainda não há previsão de quando as cirurgias voltarão a ser realizadas na Santa Casa.
Em nota, o hospital mantido pela ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande) informou que o caso dos quatro pacientes foi encaminhado à Central de Regulação de Alta Complexidade de Mato Grosso do Sul, responsável por buscar vagas em outros estados por meio do TFD (Tratamento Fora de Domicílio).
O procedimento foi adotado após o hospital comunicar oficialmente à Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), em 2 de outubro, que não tinha mais capacidade assistencial para receber novos casos que necessitassem de cirurgia cardíaca pediátrica.
"Desde a data já foram transferidos 4 pacientes", informou a Santa Casa, acrescentando que todas as transferências ocorreram para São Paulo.
Uma criança que precisa de cirurgia no coração permanece internada.
Segundo o hospital, ela ainda precisa atingir condições adequadas de peso para ser transferida.
A instituição ressaltou que, mesmo se as cirurgias continuassem sendo realizadas em Campo Grande, a paciente não poderia passar pelo procedimento neste momento por causa do peso.
Pedido ao Paraná – As transferências para São Paulo ocorreram apesar de o Governo de Mato Grosso do Sul ter solicitado apoio ao Paraná para atender crianças que necessitassem de cirurgia cardíaca.
Conforme documentos encaminhados ao MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), a SES (Secretaria de Estado de Saúde) procurou a Secretaria de Saúde paranaense em 4 de setembro, indicando o Hospital Infantil Pequeno Príncipe, em Curitiba, como possibilidade de atendimento.
Entretanto, em manifestação de 30 de setembro ao Ministério Público, a SES informou que ainda não havia formalizado convênio ou contrato com o Paraná ou com o hospital.
Agora, a Santa Casa confirma que nenhuma criança foi transferida para aquele estado.
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