Diagnóstico dos dois filhos leva escritora a descobrir que também é autista: 'Os sintomas estavam ali'
Estado de São Paulo inaugura centro gratuito de apoio a pessoas autistas A escritora Margareth Bruno, de Campinas (SP), conviveu durante toda a vida com sintomas que não conseguia compreender.
O diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA) só veio na fase adulta, perto dos 40 anos.
A descoberta ocorreu em 2023, depois que os dois filhos, Isaac e Samuel, apresentaram sinais semelhantes e também foram diagnosticados com TEA e transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).
Ao perceber semelhanças entre o comportamento de Margareth e o das crianças, o marido sugeriu que ela também passasse por uma avaliação neuropsicológica.
"Desde criança, os sintomas estavam ali presentes.
Só que chegou por volta de 11 anos, mais ou menos, meus pais levaram em neurologistas, psiquiatras, e foram outros diagnósticos", relata Margareth. ✅ Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Sem o acompanhamento adequado durante a infância, algumas dificuldades acabaram se intensificando ao longo dos anos.
Por isso, Margareth valoriza o fato de os filhos terem recebido apoio ainda cedo, a partir da percepção da escola.
"Já as crianças, pela escola até agradeço, eles terem o olhar e nos direcionarem: 'Olha, procurem ajuda'.
Eles viram isso neles e nós fomos atrás e conseguimos [o diagnóstico].
Então, eles estão sendo acompanhados desde pequenininhos", diz.
Margareth brinca com os dois filhos; a família convive com diagnóstico de TEA Reprodução/EPTV Desafios da rotina A rotina da família exige dedicação constante e inclui terapias, uso de medicação e cuidados relacionados à seletividade alimentar.
"É muito corrido, muito difícil, principalmente uma família em que tanto a mãe quanto os filhos estão dentro do espectro.
Sem uma rede de apoio, de família, é desafiador.
Às vezes, sendo muito sincera, é desgastante, mas nós temos conseguido vencer todo dia", conta.
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