Bets ameaçam romper patrocínios e colocam R$ 1 bilhão do Brasileirão em risco
Casas de apostas começaram a avisar clubes da Série A de que podem rescindir contratos de patrocínio caso o governo federal imponha restrições que inviabilizem a operação do setor no país.
A movimentação ocorre enquanto o governo prepara uma medida provisória sobre jogos on-line e apostas esportivas.
As informações foram confirmadas pelo UOL .
A Superbet, patrocinadora máster de São Paulo e Fluminense, notificou os dois clubes sobre a possibilidade de encerramento dos acordos em caso de proibição das apostas.
As equipes não confirmaram publicamente o recebimento dos avisos.
A Esportes da Sorte também enviou notificações a clubes patrocinados.
O Corinthians confirmou ter recebido o comunicado.
Leia também Lula e Flávio preparam ajustes fiscais com ritmos distintos, mas evitam detalhamento Assessores de Flávio prometem um ajuste de aproximadamente 1,5% do PIB já nos primeiros 18 meses O alerta atinge um mercado importante para o futebol brasileiro: 13 dos 20 clubes da Série A têm atualmente uma casa de apostas como patrocinadora máster, e os contratos do setor com equipes da elite somam mais de R$ 1 bilhão.
Flamengo também acompanha o risco A Betano ainda não notificou formalmente o Flamengo, mas informou à diretoria que o contrato prevê consequências diferentes conforme a mudança na legislação.
Uma eventual proibição geral das apostas poderia levar à rescisão.
Restrições parciais ou mudanças tributárias poderiam abrir espaço para renegociação.
O acordo entre Betano e Flamengo é o maior patrocínio máster do Brasileirão.
Clubes pressionam contra restrições Em 17 de setembro, clubes e federações divulgaram um manifesto contra possíveis limitações ao setor.
O documento classificou as medidas em discussão como uma ameaça grave às receitas do futebol e defendeu a manutenção do mercado regulado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.