Uma cidade de madeira sobreviveu a incêndios no norte da Europa: casas coloridas de Bryggen guardam a memória dos mercadores hanseáticos
É o único dos quatro grandes escritórios internacionais da Liga Hanseática que ainda sobrevive fisicamente, hoje
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O que você vai ver O que é Bryggen e por que ela existe onde está. Como os mercadores hanseáticos usavam esse trecho do porto. Quantos incêndios Bryggen sobreviveu ao longo dos séculos. Como a reconstrução manteve técnicas tradicionais depois de cada incêndio. Por que Bryggen é hoje Patrimônio Mundial da Unesco. Uma cidade de madeira sobreviveu a sucessivos incêndios no norte da Europa, e as casas coloridas de Bryggen, no porto de Bergen, continuam guardando a memória dos mercadores hanseáticos que ocuparam esse trecho da costa norueguesa por séculos.
Bryggen é o antigo cais de Bergen, na Noruega, conjunto de edifícios de madeira dispostos em fileiras estreitas voltadas para o porto, erguido para abrigar o comércio marítimo que fez da cidade um dos principais pontos de troca do norte da Europa medieval.
Segundo a Unesco, Bryggen foi um dos quatro escritórios que a Liga Hanseática manteve fora de seu território original, e é hoje o único desses quatro entrepostos comerciais que ainda sobrevive fisicamente, o que torna o local um registro raro de como funcionava essa rede comercial internacional entre os séculos 14 e 16.
Mercadores da Liga Hanseática ocuparam Bryggen entre os séculos 14 e meados do século 16, período em que a colônia era formada majoritariamente por comerciantes solteiros de origem alemã, que viviam e trabalhavam nas mesmas construções estreitas voltadas para a água do porto.
Essas fileiras compactas de edifícios, separadas por passagens estreitas de madeira, concentravam moradia, armazenamento de mercadorias e espaço de comércio num único conjunto arquitetônico, organização que permitia à colônia hanseática operar de forma praticamente autônoma dentro da cidade norueguesa.
Bryggen enfrentou diversos incêndios ao longo de sua história, sendo o de 1702 um dos mais destrutivos, quando os edifícios pertencentes à Liga Hanseática foram consumidos pelo fogo, e o último grande incêndio a atingir o conjunto ocorreu já em 1955, muito depois do fim da presença hanseática na cidade.
Apesar dessa sucessão de incêndios ao longo de séculos, a estrutura urbana original de Bryggen permaneceu reconhecível, já que cada reconstrução seguiu de perto o traçado medieval anterior, preservando a lógica compacta de fileiras estreitas voltadas para o porto que caracteriza o local até hoje.
A reconstrução de Bryggen após os incêndios seguiu tradicionalmente padrões e métodos antigos de construção em madeira, prática que manteve preservada a estrutura principal do conjunto como um vestígio de um tipo de urbanismo em madeira antes comum em toda a Europa do Norte.
Essa fidelidade às técnicas tradicionais fez com que os cerca de 62 edifícios que restam hoje desse antigo conjunto urbano continuassem demonstrando, de forma concreta, como essa colônia de mercadores solteiros alemães vivia e trabalhava, mesmo depois de tantas reconstruções ao longo dos séculos.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.