Parar de fumar pode reduzir risco de demência, indica estudo
Os benefícios de abandonar o cigarro já são amplamente conhecidos para a saúde cardiovascular e respiratória.
Agora, um estudo sugere que parar de fumar também pode ajudar a proteger o cérebro durante o envelhecimento.
A pesquisa acompanhou mais de 32 mil adultos nos Estados Unidos por até 25 anos e identificou que pessoas que pararam de fumar tiveram risco 16% menor de desenvolver demência em comparação com aquelas que continuaram fumando.
Os resultados foram publicados em maio na revista Neurology .
Durante o acompanhamento, os pesquisadores registraram 5.868 casos de demência.
A cada 2 anos, os participantes eram classificados como fumantes, ex-fumantes ou pessoas que nunca haviam fumado.
Além de avaliar a ocorrência de demência, os cientistas observaram que abandonar o cigarro também esteve associado a um declínio cognitivo mais lento ao longo do tempo.
O resultado reforça uma relação já bem estabelecida pela ciência: o tabagismo é um importante fator de risco para doenças neurodegenerativas.
“O tabagismo aumenta em cerca de 30% a 40% o risco de desenvolver tanto doença de Alzheimer quanto demência vascular, que são as 2 formas mais comuns de demência no Brasil e no mundo” , disse a neurologista Jerusa Smid, do Einstein Hospital Israelita.
Entre os mecanismos que podem explicar essa relação está o dano aos vasos sanguíneos.
“O cigarro provoca lesão e disfunção vascular, aumentando o risco de acidente vascular cerebral.
E sabemos que o AVC pode levar à demência” , explicou Smid.
Além disso, o tabagismo favorece o estresse oxidativo, que compromete mecanismos naturais de neuroproteção.
Alterações vasculares também podem contribuir para o acúmulo de proteínas anormais relacionadas a doenças degenerativas, como o Alzheimer.
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