Lula ouve de aliados que PEC da Segurança será votada antes do 2º turno e que governo tem votos para aprovar fim da 6x1
Após a conclusão da aprovação da PEC da Segurança na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ligou para o senador Otto Alencar (PSD-BA), que preside o colegiado, para agradecer pela aprovação.
Lula ouviu do parlamentar que a proposta deve ser votada no plenário do Senado ainda nesta semana, em um movimento liderado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).
Segundo apurou o g1, o líder do MDB, senador Eduardo Braga (AM) está trabalhando nos bastidores para conseguir assinaturas para a aprovação de um calendário especial para acelerar a tramitação da matéria.
Para aprovar uma PEC, o regimento do Senado prevê que o texto seja debatido em cinco sessões.
Após a aprovação em primeiro turno, é preciso esperar mais cinco dias úteis e três sessões para votar em segundo turno.
Com a aprovação de um calendário especial, não está descartado que Alcolumbre convoque uma sessão para esta quinta-feira (15) para votar a PEC da Segurança.
Ao falar com Lula, Otto Alencar garantiu que a PEC será aprovada e que o presidente irá criar Ministério da Segurança Publica até semana que vem.
Governo confiante na aprovação do fim da 6x1 Em outra frente, o governo está confiante na aprovação da PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1.
A sessão de votação está marcada para a tarde desta quarta-feira, em formato semipresencial, o que permite aos senadores votar sem estar em Brasília.
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT), pediu que todos os senadores da base governista compareçam ao plenário para reforçar a posição de apoio à proposta.
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), pretende acompanhar a votação no Senado.
Segundo o ministro, a data da promulgação será definida pela cúpula do Congresso, mas a expectativa é que o procedimento seja concluído rapidamente.
“Será promulgada imediatamente.
Acredito que entre quinta e sexta-feira já esteja resolvido”, disse Guimarães.
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