Por que as eleições nos EUA e em Israel têm consequências globais
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, destaca sua aliança com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um outdoor de campanha de seu partido em Tel Aviv EPA/Shutterstock Duas eleições realizadas em continentes diferentes, com apenas alguns dias de intervalo, poderão ter consequências profundas para o mundo.
Por uma coincidência do calendário eleitoral, milhões de eleitores separados por cerca de 9.600 quilômetros exercerão seus direitos democráticos nesta e na próxima semana.
Em Israel, os eleitores foram às urnas na terça-feira (27) para eleger um novo Parlamento.
E na terça que vem (3), será a vez dos eleitores dos Estados Unidos escolherem praticamente um novo Congresso (nem todas as cadeiras estarão em disputa).
Tip O'Neill, ex-presidente da Câmara dos Representantes dos EUA (equivalente à Câmara dos Deputados brasileira), certa vez teria dito que "toda política é local".
Mas as consequências dessas eleições serão, sem dúvida, globais.
Isso porque as eleições de Israel e dos EUA não apenas ocorrerão em datas próximas, mas também estão interligadas.
O futuro governo de Israel terá um impacto duradouro sobre o Oriente Médio e as guerras em curso na região.
E qualquer mudança na composição política dos EUA poderá influenciar não apenas essas guerras, mas também o futuro da economia global.
Há também uma ligação direta entre as duas eleições: o grupo Republicans Overseas Israel estima que cerca de 500 mil israelenses com passaporte americano podem votar nas duas eleições.
Marc Zell, presidente do grupo, afirmou que esses eleitores podem influenciar disputas acirradas nos EUA, como a eleição para o Senado em Michigan, na qual, segundo sua estimativa, seriam depositados 10 mil votos enviados de Israel.
"Eles realmente podem fazer a diferença", disse Zell em entrevista à BBC.
Mas a conexão política talvez seja mais profunda e evidente no caso da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.
O ataque aéreo de grandes proporções, iniciado em fevereiro deste ano, destruiu vários alvos militares e matou grande parte da liderança iraniana.
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