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Trump visa o uso do caso Flávio Bolsonaro para mobilizar republicanos nos EUA

Jovem Pan ·
Trump visa o uso do caso Flávio Bolsonaro para mobilizar republicanos nos EUA

Donald Trump já incorporou a eleição brasileira à campanha nos Estados Unidos e deverá intensificar o uso político do episódio com a presença de Flávio Bolsonaro no país. A avaliação de analistas políticos ouvidos pela reportagem em território americano é que o presidente poderá transformar o caso em um alerta à sua base na reta final das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro.

O movimento começou a aparecer publicamente na terça-feira (27), durante um comício em Corpus Christi, no Texas. Ao acusar os democratas de fraudar eleições, Trump incluiu o Brasil na comparação e perguntou aos apoiadores se haviam acompanhado o ocorrido. A referência levou a disputa brasileira diretamente ao palanque republicano, uma semana antes da votação americana.

Na avaliação dos analistas consultados, a chegada de Flávio oferece um novo elemento para essa narrativa. O senador brasileiro, recebido nos Estados Unidos pelo governo Trump, poderá ser apresentado aos conservadores como símbolo das denúncias de perseguição política e fraude eleitoral.

A mensagem buscaria convencer o eleitor republicano de que precisa votar para impedir que seus adversários ampliem o poder em Washington. Ou seja, o caso brasileiro poderá ser usado nestes últimos dias de corrida eleitoral para reforçar o senso de urgência entre os apoiadores do presidente e estimular o comparecimento às urnas.

Essa leitura sobre os próximos passos de Trump se apoia nas manifestações públicas do presidente e na avaliação dos especialistas ouvidos pela reportagem. As acusações de fraude na eleição brasileira não foram comprovadas. O coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho, inclusive afirmou em entrevistas que não há provas que permitam sustentar essa conclusão.

O paralelo entre Brasil e Estados Unidos também foi explicitado por Steve Bannon, ex-estrategista da Casa Branca e figura influente no movimento conservador americano. Ao comentar o resultado brasileiro, Bannon afirmou que, sem uma reação, algo semelhante aconteceria nos Estados Unidos na terça-feira seguinte, em referência às eleições de meio de mandato.

A manifestação de Bannon reforça a avaliação de que o episódio poderá ganhar espaço no discurso conservador durante os últimos dias da campanha. Para os analistas consultados, Trump deverá aproveitar essa repercussão para associar o apoio a Flávio à necessidade de fortalecer os candidatos republicanos.

O contexto eleitoral ajuda a explicar o potencial político do episódio. Pesquisa Reuters/Ipsos realizada entre 22 e 26 de outubro mostra os democratas com 53% das preferências entre os prováveis eleitores para o Congresso, contra 44% dos republicanos. O levantamento mede o apoio ao candidato de cada partido no distrito do entrevistado, sem determinar isoladamente o resultado das disputas locais.

Outra pesquisa, do instituto Marist em parceria com NPR e PBS News, aponta 52% para os democratas e 44% para os republicanos entre os prováveis eleitores.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jovempan.com.br — o conteúdo pertence a Jovem Pan.

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