Romário deixa PL e vai apoiar Eduardo Paes na disputa pelo governo do Rio
Após cinco anos de filiação, o senador Romário decidiu deixar o PL. O senador formalizou ontem o pedido de desfiliação do partido e afirmou que permanecerá sem legenda e que, por enquanto, "não há conversas em andamento para uma nova filiação".
Romário disse que "a decisão foi amadurecida ao longo dos últimos meses e representa o encerramento de um ciclo político". Ele afirmou ainda que deixa a legenda "sem rompimentos e preservando o respeito pelas pessoas com quem conviveu durante o período em que esteve no partido."
Senador afirmou que a saída do PL é o "encerramento de um ciclo". "Tenho respeito pelo PL e pelas pessoas com quem caminhei nos últimos anos. Foi uma decisão pensada, tomada com tranquilidade e sem qualquer questão pessoal. Entendi que este é o momento de encerrar esse ciclo e seguir um novo caminho. Saio sem briga, sem ressentimento e com respeito por todos", afirmou.
Movimento político de Romário mira eleições de 2030, afirmou uma pessoa ligada ao senador. Embora não tenham ocorrido conversas entre o senador e membros do PSD, há intenções da legenda de que Romário se filie à sigla de Gilberto Kassab. Romário tem intenção de se candidatar à reeleição ao Senado.
"Não precisamos concordar em tudo", disse Romário em relação a Paes. "Tenho minhas posições, o Eduardo tem as dele. O que pesa para mim é o Rio. Acredito que ele reúne hoje as melhores condições para governar o estado, construir soluções e enfrentar problemas que se arrastam há muitos anos e que até hoje nenhum governador conseguiu resolver. Minha escolha está feita e vou apoiá-lo publicamente", declarou.
Político disse que apesar da decisão de desfiliação mandato é prioridade. Ele foi eleito em 2022 e tem mandato até 2030. "Partido é uma escolha política. Meu compromisso com o Rio de Janeiro e com as pessoas que me elegeram está acima de qualquer escolha partidária. É isso que vai continuar orientando minhas decisões e o meu trabalho no Senado".
Senador defende que pautas como a defesa dos direitos das pessoas com deficiência e doenças raras estejam entre as prioridades do próximo governo. "Política madura também é saber construir convergências quando existe um objetivo maior. Nesse caso, esse objetivo é melhorar a vida do povo do Rio de Janeiro. É por isso que decidi caminhar com o Eduardo".
Em abril, Romário reassumiu a cadeira no Senado após uma licença de quatro meses. O período de afastamento começou em dezembro e enquanto ele esteve fora sua cadeira foi ocupada por Bruno Bonetti (PL-RJ). Bonetti é próximo da família Bolsonaro, votou a favor do PL da dosimetria, que beneficia envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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