O delírio vocal da burocracia da arte em peça de Michel Melamed
Adentrar o universo de "O Funcionário que Pede para Não Ser Identificado" é ingressar em uma repartição pública onde a imaginação exige carimbo, formulário e parecer técnico.
Michel Melamed ergue em cena o fictício "Departamento de Registro e Produção de Obras Artísticas", síntese satírica dos editais, formulários de fomento e critérios algorítmicos que regem a produção cultural contemporânea.
No centro deste tribunal administrativo opera "A Funcionária" -figura fragmentada e coletiva- incapaz de formular uma ideia própria, mas investida do poder de resumir, avaliar e sumariamente vetar as propostas alheias.
Leia mais (08/20/2026 - 11h00)
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