C-130 será novo avião de comunicações do comando nuclear dos EUA
Marinha dos EUA planeja substituir o E-6B Mercury pelo E-130J Phoenix II visando manter a ligação com forças nucleares mesmo em cenários de ruptura das comunicações convencionais
O C-130 será a nova plataforma da Marinha dos Estados Unidos (US Navy, na sigla em inglês) para manter, em caso de crise nuclear, a comunicação entre o presidente, o secretário de Defesa e o Comando Estratégico dos EUA com forças nucleares do país, especialmente submarinos lançadores de mísseis balísticos.
Uma versão profundamente modificada do C-130J-30 Super Hercules dará origem ao E-130J Phoenix II, substituto do E-6B Mercury na missão TACAMO (Take Charge And Move Out), responsável por preservar o enlace estratégico mesmo diante da perda ou degradação das redes convencionais de comunicação. O planejamento prevê 31 aviões, ante os atuais dezesseis E-6B, quase duplicando a frota destinada à função. A mudança também marca o retorno do Hercules à missão, cumprida por variantes EC-130 entre 1963 e 1993.
O E-6B, derivado do Boeing 707, atua como relé de comunicações e posto estratégico de comando aerotransportado dentro da estrutura nuclear americana. Para alcançar submarinos submersos, utiliza transmissões em frequência muito baixa (VLF), por meio de uma extensa antena rebocada. Essa capacidade faz parte da rede de Nuclear Command, Control and Communications (NC3), concebida para manter a cadeia de comando funcionando mesmo em um conflito de grande escala.
A escolha do C-130J traz vantagens logísticas importantes. Diferentemente do 707, fora de produção há décadas, o Super Hercules continua sendo fabricado, possui ampla cadeia de suporte e pode operar a partir de uma variedade maior de bases e pistas. Ampliando assim as opções de dispersão da frota durante uma crise com risco de guerra real ou conflito em andamento.
A adaptação, porém, impõe desafios. Avaliações do governo americano apontam riscos relacionados a peso, geração elétrica, refrigeração e integração dos sistemas especializados. Parte dos equipamentos está sendo modificada para caber no C-130J-30 sem comprometer a disponibilidade operacional.
O primeiro voo do E-130J está previsto para 2029, com testes operacionais iniciais a partir de 2033. Até lá, os E-6B continuarão em serviço para evitar qualquer interrupção na cobertura TACAMO.
Os aviões usados no TACAMO funciona mcomo um elo de comunicação sobrevivente entre a autoridade nacional de comando dos EUA e a tríade nuclear, especialmente os submarinos lançadores de mísseis balísticos.
A função é garantir que ordens estratégicas continuem podendo ser transmitidas mesmo se redes terrestres ou outros meios de comunicação forem destruídos ou degradados. Por isso, a missão faz parte da estrutura de Nuclear Command, Control and Communications, o NC3.
Subsidiária da Embraer fecha acordo para regulamentar eVTOL na Tailândia
Com voos para o Brasil, TAAG transporta dois leões em voo internacional
Bombardier apresenta o Global 8000 para missões especiais no Farnborough Airshow
Com voos para o Brasil, TAAG transporta dois leões em voo internacional
Subsidiária da Embraer fecha acordo para regulamentar eVTOL na Tailândia
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.