O preço das coisas vai subir com a reforma tributária? Especialistas veem risco para inflação de 2027
El Niño , câmbio e outros riscos já estão no radar da inflação de 2027.
A reforma tributária pode entrar nessa lista também.
Segundo uma estimativa da ROIT , empresa brasileira voltada à infraestrutura e tecnologia tributária, falhas na revisão dos preços durante a transição dos impostos poderiam acrescentar 0,15 ponto percentual ao IPCA do próximo ano.
O cálculo parte de um problema pouco visível para o consumidor.
Hoje, empresas pagam tributos ao comprar produtos e contratar serviços, mas nem sempre conseguem recuperar esses valores.
O imposto que fica na conta vira custo e pode ser incorporado ao preço da venda seguinte.
Com a reforma, mais compras poderão gerar créditos tributários – valores usados para descontar o imposto devido pela empresa.
Se o custo cair, mas o preço continuar incluindo o tributo antigo, a economia ficará com o fornecedor.
E isso pode ocorrer em várias etapas, antes de o produto chegar à prateleira.
“Todo mundo vai colocando tributo no preço, por isso é difícil mensurar”, explica Caroline Souza, vice-presidente de Operações da ROIT.
Segundo ela, a negociação entre empresas será decisiva: “Se você está mais eficiente, eu quero que você melhore meu preço também”.
A ROIT analisou dados de 65 grupos empresariais e 295 mil fornecedores, responsáveis por R$ 608,8 bilhões em compras anuais.
Nessa base, identificou R$ 16,35 bilhões em tributos incorporados aos custos que poderiam ser afetados pela ampliação dos créditos.
Daí vem sua estimativa de pressão potencial de 0,15 ponto sobre o IPCA em 2027.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.