Nunes Marques manda TSE analisar canal “Exército do Lula” com urgência
O canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, entrou no centro de uma disputa judicial após questionamentos sobre possíveis conteúdos de desinformação.
Diante do caso, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta segunda-feira, 12, que a área técnica da Corte avalie o material com “máxima urgência”.Nunes Marques encaminhou o caso à Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE, responsável por reunir informações técnicas que ajudem a avaliar possíveis ameaças à integridade do processo eleitoral.
Entre os pontos a serem apurados está a eventual reprodução do material em outros canais e plataformas digitais.O ministro também pediu que a equipe verifique se houve disseminação de conteúdos iguais ou semelhantes aos analisados no processo, além de uma possível atuação coordenada para ampliar seu alcance.“Solicita-se, especialmente, que a unidade informe se identificou a circulação de conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes àqueles examinados nestes autos, inclusive em outros canais e plataformas digitais, bem como eventual atuação coordenada destinada à sua disseminação”, escreveu.Além disso, Nunes quer saber se a assessoria já havia atuado no caso e se tomou alguma medida relacionada ao canal.Canal havia se reestabelecido A apuração ocorre às vésperas de uma reunião prevista para esta terça-feira, 13, quando Nunes Marques deve receber os coordenadores das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro.
As duas candidaturas criticaram a sequência de decisões judiciais sobre o canal, e o encontro deve tratar das condutas das campanhas durante o segundo turno.A suspensão do canal “Exército do Lula” foi revertida provisoriamente no no último domingo, 11, após decisão do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.
No dia anterior, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, havia determinado a interrupção do funcionamento da página a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, medida que provocou críticas de integrantes da Corte.Ao restabelecer o canal, Cueva proibiu a publicação de conteúdos falsos que já tenham sido analisados pela Justiça Eleitoral.
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