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Fed eleva juros dos EUA pela 1ª vez em mais de 3 anos, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano

G1 Mundo ·
Fed eleva juros dos EUA pela 1ª vez em mais de 3 anos, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano

Prédio do Federal Reserve dos EUA em Washington, EUA (maio/2020) Kevin Lamarque / Reuters O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, elevou a taxa de juros do país em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano.

É a primeira alta desde julho de 2023.

A decisão, anunciada nesta quarta-feira (16), veio em linha com as expectativas do mercado financeiro.

O Fed interrompeu uma sequência de cinco reuniões consecutivas com juros inalterados.

A medida foi influenciada, entre outros fatores, pela disparada do preço do petróleo em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, o que reforçou as preocupações do BC americano com a inflação. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 ➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil.

Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio. (leia mais abaixo) Agora no g1 Essa foi a 14ª decisão desde que Donald Trump assumiu como 47º presidente dos EUA, em 20 de janeiro de 2025.

Desde a posse, este foi o quarto corte de juros, em meio a um cenário econômico incerto, marcado por conflitos geopolíticos e pela guerra tarifária promovida pelo republicano.

Foi também a terceira reunião sob o comando de Kevin Warsh, indicado por Trump para presidir o banco central dos EUA.

Warsh tomou posse em 22 de maio e iniciou oficialmente seu mandato de quatro anos após uma cerimônia na Casa Branca.

A troca de comando no Fed ocorreu após meses de atritos entre Trump e o ex-presidente da instituição, Jerome Powell.

Desde o início de seu segundo mandato, o republicano critica os juros elevados e defende cortes nas taxas para evitar que o crédito mais caro prejudique a economia.

Efeito dos juros no Brasil — e nos mercados Juros elevados nos EUA mantêm os títulos públicos americanos, conhecidos como Treasuries, mais atrativos para investidores por oferecerem retornos maiores.

Por serem considerados os investimentos mais seguros do mundo, as Treasuries com rentabilidades elevadas despertam o interesse de investidores estrangeiros, que direcionam recursos aos EUA e fortalecem o dólar.

Em outra perspectiva: apesar de diversas variáveis interferirem nessa lógica, o movimento tende a reduzir o volume de investimentos estrangeiros no Brasil, desvalorizando o real em relação à moeda americana.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mundo.

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