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‘Rota caipira’: a logística clandestina usada pelo tráfico para driblar a polícia em Goiás

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‘Rota caipira’: a logística clandestina usada pelo tráfico para driblar a polícia em Goiás

Camuflados em meio a plantações e pastos do interior de Goiás, traficantes desenvolvem novas formas de transportar drogas para fugir de cercos policiais em rodovias. Esses percursos, conhecidos pelas forças de segurança como ‘rotas caipiras’ estão mais presentes no Sudoeste Goiano , região conhecida como um dos maiores produtores do agronegócio brasileiro. A presença deles por essas terras, no entanto, não é uma coincidência. A posição geográfica estratégica que torna Goiás um atrativo logístico para rotas comerciais legítimas, também é usada pela criminalidade para dar vazão às cargas ilegais que atravessam o continente sul americano. Mas, apesar das tentativas de disfarce, a atividade criminosa deixa vestígios que têm orientado cercos policiais e novas apreensões. Por meio desses corredores clandestinos, criminosos dão passagem a cargas que chegam ao Brasil pelo Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com acesso a estrada de terra isoladas e pista de pousos escondidas pela vegetação. O major Filogonio Junio da Costa, atualmente responsável pelo Comando de Operações de Divisas (COD) da Polícia Militar de Goiás (PMGO), explica que esta é a forma ‘mais segura’ encontrada pelo crime organizado para guiar as cargas pelo território. No estado, apenas entre janeiro e agosto deste ano , o COD e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreenderam mais de 12 toneladas de maconha e cocaína nas rodovias convencionais e nas ‘rotas caipiras’, conforme levantamento realizado a pedido do Mais Goiás .

“Os traficantes usam as rotas caipiras mais esporadicamente, visto que a movimentação em estradas sem pavimentação elevou o fluxo de veículos estranhos no meio rural, chamando atenção da polícia. Conseguimos aumentar as apreensões diante desse fato”, explica o major. “São formas de fugir da fiscalização existente nas rodovias, usando plantações e pastos para acessar estradas vicinais e atravessar municípios”, continua o major Filogonio.

O cenário agrícola também é favorável aos criminosos em razão da forma que as lavouras são pulverizadas. Dados do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola apontam que 25% das plantações são imunizadas por transporte aéreo. Essa necessidade eleva a frota nacional do segmento para 2,7 mil aeronaves, a segunda maior do mundo. O volume de aviões, alerta o PM, facilita a circulação de aeronaves utilizadas para distribuição de entorpecentes. O major ressalta que as operações de pouso, descarga e decolagem clandestina ocorrem rapidamente, com duração de 15 a 30 minutos, e dão origem às rotas caipiras.

“A região sudoeste é a mais propensa a apresentar essas particularidades. É a porta de entrada, que fica na divisa com Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Esses estados fazem divisa com outros países, que é de onde vêm as drogas. O Brasil não produz praticamente nada. A cocaína, maconha e outros tipos de narcóticos saem do Paraguai, Bolívia e passam por esses estados e, então, vem para Goiás ou ramificam por todo o país”, ressalta o major.

Embora Goiás seja usado como ponto de escoamento de entorpecentes, o estado de São Paulo é quem detém a mais antiga e movimentada rota caipira do Brasil.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.maisgoias.com.br — o conteúdo pertence a Mais Goiás.

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