Anvisa aprova cinco novas canetas para tratamento de obesidade e diabetes
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de cinco novas “canetas emagrecedoras”, termo popular para descrever os medicamentos injetáveis da classe dos agonistas e análogos dos receptores de GLP-1.
Entre elas, três são indicadas para o tratamento de diabetes e duas para obesidade .
Os novos registros foram publicados nesta quinta-feira, 29, no Diário Oficial da União .
As aprovações elevam para 20 o número de medicamentos dessa classe aprovados pela agência em 2026, segundo a Anvisa.
As cinco canetas aprovadas são à base de liraglutida e semaglutida , duas substâncias que imitam um hormônio produzido pelo intestino que regula o apetite e a glicose no sangue.
Veja abaixo quais são as canetas aprovadas e suas indicações: Continua após a publicidade Aribet (liraglutida): indicado para tratamento de diabetes.
Registro concedido à empresa Farma Vision Importação e Exportação de Medicamentos Ltda, com fabricação da empresa indiana Biocon; Lyrza (liraglutida): indicado para tratamento de obesidade, em conjunto com exercícios físicos e mudança na alimentação.
Registro concedido à empresa Farma Vision Importação e Exportação de Medicamentos Ltda, com fabricação da empresa indiana Biocon; Wylovol (liraglutida): indicado para tratamento de obesidade, em conjunto com exercícios físicos e mudança na alimentação.
Registro concedido à empresa Farma Vision Importação e Exportação de Medicamentos Ltda, com fabricação da empresa indiana Biocon; Embeltah (semaglutida): indicado para tratamento de diabetes.
Registro concedido à empresa Dr.Reddys Farmacêutica do Brasil Ltda, com fabricação da empresa indiana OneSource Specialty; Sevema (semaglutida): indicado para tratamento de diabetes- registro da empresa Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A, com fabricação da empresa indiana OneSource Specialty.
Anvisa acelerou análise de medicamentos com semaglutida e liraglutida Em nota, a Anvisa reforçou que, em agosto de 2025, iniciou a priorização da análise de medicamentos com semaglutida e liraglutida.
A ação, afirmou o órgão, foi motivada pelo pedido do Ministério da Saúde em benefício do Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis), e pela necessidade de abastecimento do mercado nacional .
Continua após a publicidade A decisão ocorreu também diante do aumento do uso desses produtos sem acompanhamento profissional e em meio a um exorbitante mercado paralelo de injeções irregulares, falsificadas e manipuladas .
A agência acelerou as análises dos pedidos de registro dos novos produtos, o que, segundo Leandro Safatle, diretor-presidente da entidade, não significou afrouxamento dos critérios de segurança.
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