Meta começa a ser julgada nos EUA por prejudicar crianças e adolescentes
Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog) Resumo A Meta está sendo processada nos EUA por 29 promotorias estaduais que alegam que as redes sociais da empresa violam leis de proteção à saúde e privacidade de crianças e adolescentes.
As promotorias querem US$ 1,4 trilhão em multas e mudanças nas redes sociais da Meta, como implementação de verificação parental e alterações nos algoritmos de recomendação.
A empresa nega as acusações, mas especialistas compararam o processo às ações contra a indústria do tabaco nos anos 90.
A Meta começará a ser ouvida nesta terça-feira (18/08) em um julgamento nos Estados Unidos, sob acusação de que suas redes sociais teriam violado leis que protegem a saúde e a privacidade de crianças e adolescentes.
O processo foi movido por 29 promotorias estaduais e pede US$ 1,4 trilhão (R$ 7,28 trilhões) em multas.
Outro objetivo é obrigar a companhia a fazer mudanças em seus produtos, como forma de seguir as leis de proteção aos consumidores.
Meta é dona de WhatsApp, Instagram e Facebook (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog) “Nós discordamos veementemente destas acusações e estamos confiantes que as evidências mostrarão nosso compromisso de longa data com o apoio aos jovens”, disse um porta-voz da empresa à BBC .
Especialistas em direito ouvidos pela CNBC comparam o processo às ações movidas contra a indústria do tabaco nos anos 90, quando fabricantes de cigarros foram forçadas a pagar bilhões de dólares por esconder da população os perigos de seus produtos à saúde.
Depois disso, a influência do setor diminuiu consideravelmente.
O que as promotorias alegam contra a Meta? A acusação principal é de que a Meta criou funcionalidades para capturar a atenção e prolongar o tempo que os jovens passam nas redes sociais.
Isso inclui o botão de curtir, a rolagem infinita e os algoritmos de recomendação, que supostamente encorajariam o uso compulsivo e aumentariam os lucros da companhia com publicidade.
A empresa dificultaria, inclusive, a diminuição do uso das redes, usando notificações para atrair os adolescentes de volta às plataformas.
Botão de like é apontado como um dos fatores viciantes das redes (imagem: Mizter_X94/Pixabay) Outro ponto é que os produtos da Meta teriam prejudicado a educação e o sono dos adolescentes.
Os filtros visuais presentes nas redes também teriam como consequência o aumento de transtornos alimentares e dismorfia corporal.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em tecnoblog.net — o conteúdo pertence a Tecnoblog.