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Por que os EUA estão retomando o pelotão de fuzilamento como método de execução

G1 Mundo ·
Por que os EUA estão retomando o pelotão de fuzilamento como método de execução

Nidal Hasan foi condenado pelo assassinato de 13 militares americanos desarmados Getty Images via BBC Aviso: esta reportagem contém descrições perturbadoras de execuções.

O uso da pena de morte nos Estados Unidos voltou ao centro das atenções depois que o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, anunciou que o Exército transmitiria ao vivo a execução por fuzilamento de Nidal Hasan.

Diante da rejeição pública, o presidente Donald Trump acabou descartando a proposta.

O ex-psiquiatra militar matou a tiros 13 soldados americanos desarmados na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Sua execução seria a primeira vez desde 1945 que o Exército dos Estados Unidos usaria um pelotão de fuzilamento, método que já é autorizado por vários Estados americanos para aplicar a pena de morte.

O anúncio ocorre pouco depois da tentativa malsucedida de execução por injeção letal de Christa Pike, uma mulher condenada pelo assassinato de uma colega de classe.

Segundo seus advogados, Pike foi levada ao hospital e, dez dias depois, recebeu alta e foi encaminhada à prisão após se recuperar da tentativa de execução malsucedida.

Diante da crescente preocupação com execuções malsucedidas e do renovado apoio do governo federal à pena de morte, os Estados Unidos passaram a adotar métodos de execução novos e antigos, como pelotões de fuzilamento, cadeira elétrica e câmara de gás.

Execuções malsucedidas A grande maioria das execuções nos Estados Unidos é realizada por injeção letal desde que o método foi introduzido no Texas, em 1982.

O Centro de Informações sobre a Pena de Morte, uma organização de pesquisa sem fins lucrativos que não se posiciona sobre a pena capital, afirma que houve 64 execuções malsucedidas nos últimos 50 anos, incluindo 51 por injeção letal, de um total de 1.683 execuções.

A dificuldade de realizar essas execuções e a indignação provocada pelo que alguns consideram um tratamento desumano levaram as autoridades a considerar métodos alternativos para matar pessoas condenadas à pena de morte.

No entanto, especialistas médicos e pesquisadores que estudam execuções afirmam que todos os métodos usados nos Estados Unidos para executar pessoas podem provocar dor intensa, especialmente quando são realizados de forma inadequada.

"Sempre existe a possibilidade de erro quando há seres humanos envolvidos nas execuções", disse Robin Maher, diretora-executiva do Centro de Informações sobre a Pena de Morte.

Várias organizações médicas, incluindo associações nacionais de médicos e enfermeiros, também proíbem seus membros de participar de execuções.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mundo.

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