Golpes do Free Flow: quase 500 sites falsos cobram falso pedágio por PIX; veja como se proteger
Pórtico do Free Flow no Rio Grande do Sul Gustavo Mansur/Palácio Piratini Em um ano, o número de sites falsos que prometem regularizar passagens pelo sistema "free flow" chegou a 480, segundo levantamento da Kaspersky. 🔎 O free flow é um sistema de pedágio eletrônico sem cancelas que permite cobrar a tarifa sem que o motorista precise parar ou reduzir a velocidade. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Em apenas uma semana, foram criados 80 sites que supostamente identificam a passagem por pórticos do free flow e geram uma falsa cobrança por PIX.
Segundo o estudo, os sites falsos vão direto ao assunto: Há pouco texto que permita perceber que a página não pertence à concessionária responsável pelo trecho onde o motorista passou; Em destaque, uma caixa de texto pede a placa do veículo; Em seguida, o valor é exibido junto com o PIX para pagamento.
Agora no g1 O estudo identificou casos em que a cobrança era de cerca de R$ 25.
O valor baixo ajuda a reduzir a desconfiança dos motoristas e a imitar tarifas reais de pedágio.
Na BR-101, por exemplo, a passagem de carros de passeio pelo trecho entre Paraty (RJ) e Rio de Janeiro (RJ) pode custar R$ 4,80.
“Ao acreditar na legitimidade da cobrança, o usuário paga via PIX, e o dinheiro é transferido para contas de ‘laranjas’”, diz o estudo.
Aplicativo da CNH resolve parte do problema Na semana passada, o Ministério dos Transportes atualizou o aplicativo CNH do Brasil.
Com a mudança, os motoristas passaram a consultar na plataforma as passagens registradas em pedágios do sistema free flow.
No aplicativo, que já reunia informações da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e sobre multas, o motorista pode consultar as passagens por pedágios eletrônicos em rodovias municipais, estaduais e federais, independentemente da concessionária.
Além de informar quando o veículo passou pelo pórtico, o app CNH do Brasil mostra onde e como pagar a tarifa.
Antes da nova funcionalidade, o motorista precisava acessar os canais de atendimento de cada concessionária para consultar e pagar as tarifas.
A falta de um sistema centralizado dificultava os pagamentos e abria espaço para golpes com sites falsos.
O estudo da Kaspersky destaca os benefícios de concentrar as informações em um só lugar.
Porém, mesmo com a novidade, ainda são identificados "novos sites falsos que simulam cobranças do free flow.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Economia.