O desafio estratégico que a indústria de rochas tem pela frente
A indústria brasileira de rochas, fortemente concentrada no Espírito Santo, tem um desafio e tanto pela frente.
As tarifas impostas pelos Estados Unidos, os maiores compradores do mundo, praticamente inviabilizam a exportação de produtos como granitos e mármores.
Hoje, para entrar no maior mercado do planeta, as taxas pagas chegam a superar os 40%.
Claro que nem todas as variedades foram atingidas e que há negociações em curso, mas, com este cenário, está colocado um desafio que é estratégico para um dos mais relevantes segmentos da indústria capixaba, principalmente a do Sul do Estado.
Este foi um dos grandes temas debatidos na Cachoeiro Stone Fair, feira realizada na semana que passou, em Cachoeiro de Itapemirim.
O setor comercializa algo perto de R$ 16 bilhões por ano.
Pelas contas do Centrorochas, entidade que representa os exportadores, 60% disso é mercado nacional e 40% é mercado internacional.
Os Estados Unidos são os grandes compradores da produção brasileira.
No ano passado, sozinhos, compraram US$ 795 milhões (R$ 4,05 bi a preço de hoje), ou seja, respondem por cerca de 25% do mercado.
Portanto, uma barreira forte de entrada por lá impacta muita coisa por aqui.
Enquanto as negociações acontecem em Washington, várias saídas estão sendo estudadas e tentadas.
A primeira delas é encontrar novos mercados lá fora.
É óbvio, mas não é tão simples quanto parece.
Os Estados Unidos, além de quase não produzirem pedra para uso como bancada e revestimento, que é o forte do produto brasileiro, possuem um mercado enorme e de muito valor agregado.
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