Cancêr do papa Leão XIV: chance de cura é de 90% em estágio inicial
O diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar confirmado no papa Leão XIV, de 71 anos, acendeu o alerta para a importância da detecção precoce do cancêr de pulmão.
Identificado em estágio inical, o tumor do pontífice apresenta altas taxas de sucesso no tratamento , com chances de sobrevida e cura que variam entre 90% e 92% em cinco anos para o estágio mais brando da doença.
Leão XIV foi submetido a uma cirurgia de cerca de 90 minutos no Hospital Policlínico Agostino Gemelli, em Roma.
Durante o procedimento minimamente invasivo por videotoracoscopia, a equipe médica realizou a remoção do lobo inferior do pulmão direito.
Leia Mais Anvisa proíbe emagrecedores com tirzepatida e retatrutida sem registro Rinoplastia: por que o nariz perfeito está dando lugar ao nariz natural? 52 casos de sarampo no Brasil: doença pode ser evitada com vacinação A intervenção foi considereda um sucesso, e o Vaticano informou que o pontifíce passou a noite tranquila e está consciente e orientado.
Diagnóstico em estágio inicial e taxas de sobrevida Dados da IASLC (Associação Internacional para o Estudo do Cancêr de Pulmão) apontam que o momento do diagnóstico é o fator determinante para o prognóstico do paciente.
Quando o adenocarcinoma de pulmão é descoberto no estágio 1A1, caso de lesões bme localizadas e reduzidas, a taxa de sobrevida em cinco anos fica entre 90% e 92%.
No entanto, conforme a doença avança e atinge estágios mais complexos, os índices de sobrevida apresentam queda progressiva.
No estágio 2 , a taxa de sobrevida em cinco anos varia entre 52% e 65% .
No estágio 3 , os índices caem para a faixa entre 12% e 41%.
Já no estágio 4 , quando há metástase , a sobrevida em cinco anos atinge por volta de 10%.
O que é o adenocarcinoma e como foi descoberto O adenocarcinoma pulmonar é um dos tipos mais comuns de cancêr de pulmão e tem origem nas células glandulares, responsáveis pela produção e secreção de substâncias como muco e enzimas .
Em fases iniciais, a lesão costuma se apresentar como um nódulo assintomático de até 3 centímetros, sendo descoberta de forma acidental durante exames laboratoriais e de imagem de rotina, como tomografias.
A serenidade do pontífice diante do diagnóstico foi detectada pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano.
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