Mark Ruffalo rebate Paramount após ser chamado de antissemita: “Absurda e fundamentalmente desonesta”
O ator Mark Ruffalo respondeu publicamente às acusações de antissemitismo feitas por um porta-voz da Paramount . O impasse começou após o artista acusar os empresários David e Larry Ellison de estarem “ fortalecendo algumas das forças mais destrutivas e desumanas do mundo”.
Em posicionamento divulgado pela Variety , Ruffalo usou suas redes sociais para se defender e classificar a declaração do estúdio como infundada:
“A acusação de que sou antissemita é absurda e fundamentalmente desonesta. Criticar as ações do primeiro-ministro israelense, um contrato de tecnologia militar ou os executivos que o fornecem não é o mesmo que criticar o povo judeu. Esse diálogo crítico e necessário é então desonestamente apresentado como sendo anti-Israel” , escreveu o ator.
“Para deixar claro, minhas opiniões vêm das minhas próprias convicções políticas e nunca devem ser interpretadas como hostilidade contra o povo judeu, por quem tenho profundo amor e respeito. Tudo o que sei sobre atuação, ativismo e humanismo foi profundamente influenciado pelos meus amigos, colegas e entes queridos judeus, que foram parte fundamental da minha vida e da minha família em todos os momentos” , acrescentou.
Paramount rebate Mark Ruffalo após acusação de envolvimento em genocídio
O conflito começou após Ruffalo compartilhar um vídeo de Safra Catz, integrante do conselho da Paramount , no qual ela abordava “tecnologias realmente profundamente assustadoras” que a Oracle teria fornecido ao Exército israelense. Ao comentar o material, o ator comparou o primogênito da família Ellison a um “oligarca clássico” e fez alertas sobre os impactos no mercado de comunicação diante da potencial fusão entre a Paramount e a Warner Bros.
“Essa fusão tem consequências reais para pessoas reais e para todo o país. Questionar os Ellisons, incluindo os negócios da Oracle construídos sobre dados, tecnologia de vigilância e contratos governamentais, assim como a séria ameaça à liberdade editorial e à perda de empregos para milhares de famílias, é justo e necessário” , alertou o ator.
Ruffalo também demonstrou preocupação com o alcance do negócio de mídia: “O acordo de US$ 111 bilhões colocaria uma única família no controle da CNN, HBO e Warner Bros., com o apoio, em parte, de dinheiro estrangeiro cuja influência sobre as decisões editoriais nunca foi totalmente explicada ao público”.
Em reação às críticas do artista, um porta-voz da Paramount declarou que a empresa enxerga com apreensão a utilização de determinados termos no debate corporativo:
“A Paramount está preocupada quando estereótipos antissemitas são invocados sob o pretexto de uma disputa empresarial. Palavras como ‘genocídio’ e ‘apartheid’, aplicadas a uma transação corporativa, não são apenas erradas, elas ultrapassam todos os limites e banalizam o sofrimento real que essas palavras pretendem descrever. Isso não merece uma resposta na mesma moeda, e, para deixar claro, não toleramos preconceito de qualquer tipo, contra ninguém” , concluiu.
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