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Morre Daniela Fichino, diretora da Justiça Global

Correio Braziliense ·
Morre Daniela Fichino, diretora da Justiça Global

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e a Anistia Internacional Brasil manifestaram profundo pesar pela morte de Daniela Fichino, ocorrida no domingo (25/10).

Advogada, comunicadora popular e defensora dos direitos humanos, ela atuava como diretora-adjunta da organização Justiça Global.

Daniela integrava a equipe da Justiça Global desde 2014, instituição em que coordenou a área de Justiça Internacional antes de assumir a direção adjunta em 2023.

Ela também participou como assistente de acusação no caso dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e de Anderson Pedro Gomes .

Leia mais Assassino da servidora Daniella Pelaes é sentenciado a mais de 39 anos Justiça mantém presa a ex-síndica acusada de desviar mais de R$300 mil Soníria Campos; conheça a nova desembargadora eleita pelo Tribunal de Justiça do DF Sua formação acadêmica tinha graduação em direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), mestrado em direito e desenvolvimento pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e doutorado em teoria e filosofia do direito pela UERJ.

Saiba Mais Brasil Recife recebe Festival de Jornalismo pela primeira vez Brasil Crimes eleitorais: PF registra 86 ocorrências durante o segundo turno Brasil Semana especial da Mega-Sena tem R$ 300 milhões e jogos até sexta Brasil Resultado das urnas revela a vitória das redes e das ruas Brasil Caos no transporte impede vários eleitores de votar Brasil PF conduz 71 pessoas e apura 13 possíveis crimes eleitorais no 2º turno Atuação em litígios e cortes internacionais O trabalho de Daniela envolveu a articulação entre conhecimento jurídico, mobilização social e diálogo institucional, colaborando com vítimas, movimentos sociais e comunidades.

Sua atuação esteve diretamente ligada a casos emblemáticos perante o Sistema Interamericano de Direitos Humanos, como: o Caso da Explosão da Fábrica de Fogos de Santo Antônio de Jesus, na Bahia; as Medidas Provisórias do Complexo Penitenciário do Curado, em Pernambuco; os casos Da Silva e Outros vs.

Brasil e Muniz da Silva e Outros vs.

Brasil, na Paraíba; o Caso Mães de Cabo Frio vs.

Brasil, relacionado às mortes de bebês na Clínica Pediátrica da Região dos Lagos (CLIPEL), no Rio de Janeiro; o Caso Comunidades Quilombolas de Alcântara vs.

Brasil, no Maranhão; o Caso Maicon de Souza Silva, Renato da Silva Paixão e Outros; o Caso Luiza Melinho; o Caso José Carlos da Silva e seus Familiares; o enfrentamento às violações cometidas durante a Operação Contenção, no Rio de Janeiro.

Em manifestação oficial, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania ressaltou que a atuação de Daniela fortaleceu a defesa da memória, da verdade, da justiça e da reparação integral às vítimas, com foco na garantia de não repetição de violações.

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