Médico explica doença rara de Lito Sousa e estudo experimental em Harvard
Lito Sousa , influenciador e especialista em aviação de 59 anos, recebeu o diagnóstico de doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) , uma enfermidade neurodegenerativa rara , progressiva e de caráter fatal.
O caso tem chamado atenção nos últimos dias e gerado ampla mobilização nas redes sociais.
Em entrevista ao Live CNN desta segunda-feira (24), o neurologista Alan Cronemberger Andrade explicou as características da doença, os desafios do diagnóstico e o contexto dos tratamentos experimentais que a família do influenciador busca acessar.
Segundo Andrade, a DCJ é uma doença de ocorrência extremamente rara.
“Nós temos no Brasil o relato de que, nos últimos anos, tivemos cerca de 500 casos dessa doença no país.
É uma doença que ocorre numa frequência de um para dois casos por milhão de habitantes por ano “, afirmou.
Leia Mais Lito Sousa aguarda vaga em estudo de Harvard para tratar Creutzfeldt-Jakob Esposa de Lito Sousa agradece apoio após marido receber diagnóstico raro Lito Sousa: amigos se dividem para manter canal do influenciador ativo O neurologista explicou que a detecção da doença envolve a percepção de sintomas neurológicos que se instalam de forma muito rápida.
“Tipicamente, essa doença causa um declínio cognitivo , que a gente chama de demência, de uma forma bastante rápida”, disse.
Em alguns casos, segundo Andrade, a doença pode se apresentar com sintomas motores progressivos e até crises convulsivas, também com evolução acelerada, ao longo de poucos dias ou semanas .
Tratamento experimental em Harvard O caso de Lito Sousa motivou uma intensa mobilização da família e de amigos em busca de alternativas terapêuticas.
O influenciador aguarda uma vaga em um estudo experimental conduzido por Harvard .
A esposa de Lito chegou a declarar publicamente que, mesmo diante de chances mínimas , a família pretende tentar o tratamento.
Andrade ressaltou que não acompanhou o caso diretamente e adotou cautela ao abordar esses estudos experimentais: “No momento, nós não temos nenhuma evidência de que há casos tratados dessa doença, então a gente entra no campo das possibilidades.” Ainda assim, o neurologista reconheceu a legitimidade da busca da família por qualquer alternativa disponível.
“Qualquer possibilidade, mesmo que ela seja muito remota, mesmo que ela seja muito difícil, merece com certeza a nossa atenção”, afirmou.
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