Microplásticos podem fazer mais mal do que se pensava
Um dos motivos do por que o plástico é tão usado se deve a ele ser inerte: como ele não reage com praticamente nada, ele é usado como material em garrafas PET de água, sucos e refrigerantes, em copos e canudos, nas embalagens de alimentos e brinquedos, e em diversas outras aplicações.
Só que um estudo recente revelou que isso não se aplica aos microplásticos , fragmentos muito pequenos que estão hoje em quase todo lugar.
Microplásticos também contribuem para o aquecimento global Quem diria, "Terra + Plástico" não era piada A pesquisa, conduzida por cientistas das universidades de Colúmbia e da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, revelou que esses elementos podem fazer ainda mais mal ao organismo humano do que se pensava, podendo vir a serem potenciais gatilhos de uma série de doenças.
O plástico é em geral inerte, mas quando falamos de microplásticos, a coisa muda de figura (Crédito: Alexander Stein/Ullstein Bild/Getty Images) Microplásticos radicais O que o artigo (cuidado, PDF) aponta é algo bem simples, na verdade: MNPs é a sigla usada para micro e nanoplásticos, em que os primeiros são aqueles pedaços menores que 5 mm, e os segundos medem entre 100 e 1.000 nanômetros (1.000 nm = 0,0001 cm).
Normalmente o plástico é completamente inerte, assim, o usado para embalar sua comida e bebida é perfeitamente seguro.
No entanto, quanto mais o plástico é fragmentado em pedaços cada vez menores, sua área de superfície aumenta violentamente em relação ao volume, expondo muito mais material ao ambiente a seu redor.
Nesse ponto os MNP2 se tornam reativos, interagindo com a água e mudando sua composição.
O Dr.
Wei Min , professor do departamento de Química da Universidade de Colúmbia e um dos coautores do estudo, explicou em uma coletiva de imprensa que MNPs interagem com a água gerando epécies reativas de oxigênio (EROs), radicais reativos de alta energia que "muito provavelmente" contribuem para os danos observados em animais e humanos, ao longo de diversas pesquisas ao longo dos anos.
A gente já publicou anteriormente que MNPs já foram detectados em humanos nas mais diversas situações: eles já se acumulam no cérebro, órgãos e quase todos os sistemas funcionais, e inclusive já foi atestado que a contaminação já ocorre desde o momento da concepção .
No entanto, os danos ainda precisavam ser estudados, pois o entendimento até então é que essas partículas em si se comportariam como corpos estranhos, sem serem quimicamente ativas.
Esse estudo mostra que isso não poderia estar mais longe da verdade, ao adicionarem à equação um fator já conhecido e preocupante que são os radicais, também conhecidos como radicais livres.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em meiobit.com — o conteúdo pertence a Meio Bit.