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BRB comprou R$ 4 bi em ativos podres do Master mesmo após alerta do BC

CNN Brasil ·
BRB comprou R$ 4 bi em ativos podres do Master mesmo após alerta do BC

A Polícia Federal verificou que o BRB (Banco de Brasília) comprou R$ 4,05 bilhões em cédulas de crédito bancário do Banco Master, com indícios de irregularidades, mesmo após o Banco Central ter questionado a origem dos ativos.

A autoridade monetária contabilizou nove aquisições pela instituição regional, realizadas entre abril e maio de 2025.

Os ativos foram originados pela empresa Tirreno, vendidos à instituição de Daniel Vorcaro e, posteriormente, repassados ao banco regional.

A investigação conduzida pela Polícia Federal aponta “fortes indícios” de que as Cédulas de Crédito Bancário vendidas pelo Banco Master ao BRB não existiam.

Leia Mais DF quer dados fiscais do Master para recuperar rombo no BRB BRB e Master enviaram versões distintas sobre origem de ativos fraudulentos Paulo Gonet evitará atuar no caso Master “De um lado, o BRB fechou os olhos para operações severamente comprometidas, onde sequer o comprovante de depósito correspondia ao valor da CCB e, mesmo três meses após o início da fiscalização, continuou celebrando compras que totalizaram 4,05 bilhões de reais”, diz o documento da PF obtido pela CNN .

Ao longo de 2025, o BRB comprou R$ 12,2 bilhões em créditos consignados do Banco Master.

Ao Banco Central, as duas instituições financeiras apresentaram versões distintas sobre a origem dos ativos.

No ofício enviado ao Banco Central, o conglomerado Master apontou duas associações de servidores da Bahia , a Asteba (Associação dos Servidores Técnico-Administrativos e Afins do Estado da Bahia) e a Asseba (Associação dos Servidores da Saúde e Afins da Administração Direta do Estado da Bahia), como originadoras dos ativos.

Já o BRB se manifestou apontando a Tirreno como a origem dos créditos adquiridos.

Segundo a Polícia Federal, a utilização de duas associações de servidores do Estado da Bahia não é coincidência, pois ambas foram criadas e são controladas por Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.

“Mesmo após receber pedido de explicações do Banco Central em março e distratar carteiras por falta de documentos em abril com a Tirreno, o Banco Master continua a realizar a cessão de falsas CCBs até maio”, diz o documento da PF.

Para a Polícia Federal, as operações tinham como objetivo promover a liquidez do Banco Master durante a análise do processo de fusão com o BRB pelo Banco Central.

A instituição financeira de Daniel Vorcaro apresentava problemas de liquidez desde o final de 2024.

“Tudo leva a crer que a intenção era dar sobrevida ao Banco Master, que precisava rolar suas obrigações pelo menos até o momento da compra pelo BRB.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.

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