CNBB parabeniza Lula e diz que polarização 'não pode determinar o horizonte do próximo governo'
Controvérsia eleitoral envolve Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil Em carta enviada a Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alkmin, presidente e vice presidente eleitos, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pediu pacificação e convivência fraterna na política.
A carta, publicada nesta segunda-feira (26), parabeniza os dois pela vitória nas eleições presidenciais.
Mais cedo, a entidade publicou carta endereçada a todos os eleitos, em que pede priorização do interesse público.
No novo comunicado, a CNBB destacou a polarização política e defendeu que as divergências devem ser deixadas de lado para "cuidar da unidade do país e reconstruir os caminhos do diálogo, da confiança e da convivência fraterna entre os brasileiros". ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp.
"A polarização que atravessou a sociedade não pode determinar o horizonte do próximo período de governo.
O Brasil necessita de gestos concretos de pacificação, de respeito às diferenças e de valorização das instituições democráticas", afirma.
O texto defende ainda a priorização de uma agenda voltada para proteção dos mais vulneráveis.
Entre elas, superação da fome e da miséria, garantia de trabalho digno e do acesso à saúde.
Para a CNBB, o desenvolvimento do país não deve ser medido somente por indicadores econômicos, "mas também pela capacidade de assegurar condições dignas de existência àqueles que permanecem à margem das oportunidades e dos direitos fundamentais".
Lula e Alckmin na avenida Paulista Juan Barreto/AFP "O país precisa de políticas públicas que enfrentem seus problemas estruturais com seriedade, continuidade e responsabilidade, preservando as conquistas democráticas e promovendo a participação da sociedade na construção de soluções", defende.
A entidade citou ainda a autonomia entre a igreja e o Estado e a necessidade de diálogo.
A CNBB esteve no centro das manifestações nessas eleições.
Durante o período eleitoral, o grupo endereçou mensagens ao eleitorado, que pregaram a defesa da Constituição Federal e defesa dos direitos humanos.
Papel foi ainda mais central diante de discussões sobre Nossa Senhora Aparecida.
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