Renan Santos diz que investigação do MPF é “política de sabotagem”
O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirmou nesta terça-feira (18) que a ação apresentada pelo MPF (Ministério Público Federal) contra ele e o MBL (Movimento Brasil Livre) é uma “política de sabotagem” relacionada a uma deputada federal do PT (Partido dos Trabalhadores).
O órgão pede que os dois sejam condenados a pagar R$ 500 mil por ataques contra povos indígenas do Baixo Tapajós, no Pará.
“Estou sendo alvo do MPF no Pará por ter reclamado da invasão de ‘índios criminosos’ na Cargill.
É uma política de sabotagem ligada a uma deputada petista indígena.
Agora, estou sendo acusado de preconceito contra indígenas, além de [ter que fazer] um pagamento de R$ 500 mil”, afirmou Renan durante sabatina no CNT (Conselho Nacional de Trânsito), em Brasília.
O pedido do MPF foi apresentado à Justiça Federal na segunda-feira (17) .
Além da indenização, o órgão solicita a retirada dos vídeos das redes sociais, uma retratação pública e medidas para impedir a publicação de novos conteúdos considerados ofensivos às comunidades indígenas.
Leia Mais Caiado diz que usará Coaf contra lavagem de dinheiro em bets e fintechs TST derruba decisão que ordenava Uber a pagar indenização de R$ 2 milhões Análise: Alcolumbre presenteia Lula, mas PF atrapalha a festa Os vídeos foram publicados nos perfis de Renan Santos e do MBL no Instagram durante protestos realizados em Santarém, no oeste do Pará, no início deste ano.
Na ocasião, lideranças indígenas protestavam contra medidas relacionadas à desestatização de hidrovias amazônicas.
Segundo o MPF, Renan Santos chamou indígenas de “vagabundos”, “picaretas” e “malandros” .
Nos conteúdos, ele também teria afirmado que os povos da região “vivem de mamata” e deveriam começar a trabalhar.
Para o Ministério Público, as declarações ultrapassaram críticas aos protestos e configuraram ataques generalizados contra os povos indígenas do Baixo Tapajós.
O órgão também afirma que os vídeos questionaram a identidade e a existência de comunidades que vivem historicamente na região.
22 mil indígenas De acordo com o MPF, os conteúdos atingiram cerca de 22 mil indígenas de Santarém, Belterra e Aveiro, representados pelo Cita ( Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns ).
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