Corregedor do TSE veta conteúdo de Flávio que o Tribunal disse ser lícito
O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou na 2ª feira (19.out.2026) que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o empresário e influenciador Pablo Marçal (PRTB) não façam novas publicações de conteúdos vetados pela Justiça.
Porém, entre as postagens citadas como proibidas está uma que foi considerada lícita pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral .
Em 15 de outubro, o TSE derrubou conteúdo publicado pelo candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro , em que comenta uma declaração de 29 de agosto de 2026 do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre garis e associa o filho do petista, o Lulinha, à fraude do INSS.
No julgamento de 15 de outubro, prevaleceu a tese do ministro Kassio Nunes Marques, presidente da Corte.
Ele considerou que não há fatos comprovados que sustentem associar Lula à fraude do INSS, mas que a fala do petista sobre os garis, mesmo que fora de contexto, é parte do debate eleitoral.
Entenda o imbróglio da fala sobre garis: o que disse Lula – “Quando eu passo na rua e vejo aquelas pessoas que trabalham colhendo lixo, é uma profissão muito pobre.
Não é uma profissão que dá orgulho.
Eu sou lixeiro.
O cara tem orgulho de falar: ‘Eu sou engenheiro, eu sou médico’.
Mas lixeiro é uma coisa pobre de quem não pode estudar.
Eu fico pensando, se aquelas pessoas que fazem a limpeza na rua soubessem a importância do trabalho deles, se eles soubessem que se eles não tirarem lixo durante uma semana, as pessoas que não enxergam eles durante o dia inteiro vão passar a enxergar.
A gente começa a mudar.
Porque o pobre é tratado como se fosse invisível.
As pessoas não enxergam a maioria dos pobres.
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