Jovem de Roraima morre no Paraná após cair do 14º andar de prédio; quatro homens são presos por tortura e cárcere privado
Vítima caiu de janela de alojamento em Londrina. — Foto: Reprodução O jovem roraimense de 27 anos, identificado como Alexandre Rodrigues Ramos, morreu na última sexta-feira, 14, após cair do 14º andar de um edifício residencial localizado em Londrina, no Norte do Paraná.
A Polícia Civil do Estado do Paraná (PCPR) investiga o caso e prendeu quatro homens em flagrante por tortura com agravante de cárcere privado e resultado de morte, além de fraude processual.
Segundo informações que circulam na imprensa do Paraná, Alexandre havia mudado para Londrina há cerca de três meses para estudar e trabalhar.
O crime aconteceu no apartamento que servia de alojamento para funcionários de uma loja de celulares, onde moravam a namorada da vítima e os quatro suspeitos.
Quatro horas de agressões e tortura De acordo com as investigações lideradas pelo delegado Miguel Chibani, o jovem estava visitando a namorada quando, por volta das 22h30 da última quinta-feira, 13, foi abordado com uma faca e acusado de ter furtado uma câmera fotográfica avaliada em R$ 12 mil.
As apurações policiais apontam que Alexandre foi trancado em um quarto, teve as mãos e pés amarrados com cabo de extensão elétrica e passou por cerca de quatro horas de intensas agressões físicas com chutes, socos e tapas.
Ele ainda foi obrigado a ingerir dois comprimidos de uma medicação destinada a alterar a resposta psicomotora.
Durante o depoimento, testemunhas relataram que o jovem admitiu o furto sob coação e que um dos envolvidos chegou a sair do imóvel de madrugada para tentar reaver o equipamento vendido pela vítima.
A polícia revelou que um dos suspeitos chegou a encomendar e comer uma pizza no apartamento enquanto o jovem continuava ferido e encarcerado.
A namorada de Alexandre relatou ter tentado intervir, mas afirmou que foi ameaçada de morte para não chamar socorro.
Um outro jovem, de 20 anos, morador do apartamento, declarou à polícia que tentou ligar para a Polícia Militar por três vezes no intuito de cessar as agressões, mas não conseguiu concluir as chamadas.
Investigação e alteração da cena do crime A ocorrência chegou inicialmente à polícia na manhã de sexta-feira, 14, tratada como suspeita de suicídio.
No entanto, os investigadores estranharam o fato de a porta do cômodo de onde a vítima caiu estar trancada pelo lado de fora.
A perícia agora tenta determinar se o roraimense foi jogado da janela pelos agressores ou se caiu em uma tentativa desesperada de se projetar para fora do imóvel a fim de escapar das agressões e pedir socorro.
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