Rede que promovia violência no Discord usou quatro plataformas para articular ações e divulgar conteúdo
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A investigação de autoridades sobre o suicídio da jovem de 13 anos durante uma transmissão no Discord identificou uma rede que se articulava para atrair vítimas, incentivar práticas de automutilação e, posteriormente, divulgar os conteúdos produzidos.
Segundo pessoas a par do tema, essas plataformas eram utilizadas em diferentes etapas, desde a comunicação e a organização dos envolvidos até a transmissão. Também eram usadas para o registro e a posterior circulação de conteúdos relacionados à automutilação e ao suicídio.
A operação é coordenada nacionalmente pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente de Mato Grosso do Sul, em conjunto com o Ciberlab, do Ministério da Justiça . Houve ainda apoio das polícias civis do Rio de Janeiro , de Minas Gerais, do Pará e do Ceará.
O Instagram aparece na investigação como uma das plataformas usadas para registrar parte do que aconteceu após o ato, enquanto o TikTok teria servido posteriormente para a circulação e repercussão dos conteúdos.
O TikTok disse, em nota, que as contas indicadas pelas autoridades foram removidas assim que tomaram conhecimento. "Conteúdos que promovam ou incentivem suicídio e automutilação não são permitidos e são removidos quando identificados. O TikTok mantém um canal aberto e permanente de colaboração com as autoridades", disse.
Sobre o caso da adolescente de 13 anos, o Discord disse nesta semana que investigou e desativou, antes da morte da adolescente, um servidor privado no qual indivíduos teriam incentivado a automutilação.
A plataforma afirmou ainda que mantém equipes especializadas para identificar grupos envolvidos em atividades violentas, remover conteúdos que violem suas políticas e fornecer informações às autoridades quando apropriado.
O Discord disse também que denúncias feitas de forma proativa pela empresa e respostas a solicitações das autoridades brasileiras já contribuíram para operações que resultaram em prisões.
A análise dos rastros digitais também permitiu aos investigadores relacionar a morte da adolescente a um episódio envolvendo outra jovem, de 17 anos, ocorrido momentos antes.
Durante uma transmissão no Discord, na madrugada de 22 de julho, integrantes dos grupos teriam incentivado a jovem de 17 anos a se automutilar e a cometer suicídio.
Um dos participantes pediu que fosse feita uma captura de tela do chamado evento para posterior publicação. Para os investigadores, o pedido indica que havia a intenção não apenas de registrar as ações, mas também de ampliar posteriormente a circulação do conteúdo.
Segundo a investigação, ela chegou a praticar automutilação, mas não consumou o suicídio e encerrou a transmissão.
Foi durante esse episódio que, segundo a apuração, a adolescente de 13 anos apareceu no ambiente digital. Um dos integrantes do grupo teria então teria se dirigido a ela e ordenado que pegasse uma Bíblia e um gato.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.