Campanha eleitoral, fala de Galípolo, Focus e prévia do PIB estão no foco dos investidores
A semana será mais calma para os investidores.
No Brasil, a campanha eleitoral entra no foco do mercado, em um momento em que os investidores estrangeiros continuam debandando do país, com a eleição reforçando os riscos fiscais.
O mercado começa acompanhando com atenção uma palestra do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, nesta segunda-feira (17), à procura de pistas sobre o futuro dos juros no país.
Galípolo fala na abertura da 27ª Conferência Anual Santander, em São Paulo, às 12h, em um momento em que a maioria do mercado prevê uma alta de juros em setembro, mas uma manutenção em novembro.
Além disso, os investidores monitoram o Boletim Focus, com as previsões dos economistas para os indicadores mais relevantes da economia, e o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de junho, que o Banco Central divulga hoje.
A expectativa é que o indicador, prévia do Produto Interno Bruto (PIB), recue 0,5% em relação a maio, conforme a mediana de 13 previsões captadas com consultorias e instituições financeiras pelo Valor Data.
O intervalo entre as projeções vai de -0,8% a -0,3%.
Os investidores acompanham com atenção esse dado porque ele ajuda a calibrar as expectativas para os juros no país também.
Nos EUA, é esperada ata do Fed Nos Estados Unidos, a ata do encontro do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de julho será o principal destaque na semana, na quarta-feira (19), em um ambiente em que expectativas dos investidores de um aumento de juros lá estão recuando.
Dados de emprego e vendas no varejo fracos nos Estados Unidos, combinados com índices de inflação moderados, levaram à diminuição das apostas em elevação de juros.
Nesta segunda-feira, o preço do petróleo avançava e se aproximava de US$ 90 o barril, após ataques a embarcações no Estreito de Ormuz e combates no Líbano aumentarem as dúvidas sobre um acordo para encerrar a guerra entre os Estados Unidos e o Irã.
Ontem foi o dia mais sangrento em meses, após o ataque de Israel ao Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã.
As negociações parecem paralisadas.
No Japão, foi divulgado que a economia registrou seu terceiro trimestre consecutivo de aumento, embora em ritmo mais devagar.
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