Influenciador é preso suspeito de planejar roubo de R$ 800 mil e 30 kg de ouro em Boa Vista
O influenciador e streamer de jogos Ivan Luiz Bastos Guimarães, de 33 anos, conhecido como “Itz Ivan”, foi preso nesta sexta-feira (21), em Florianópolis (SC), suspeito de integrar um esquema que teria roubado R$ 800 mil em dinheiro e 30 kg de ouro em Boa Vista (RR).
Segundo a investigação, o crime ocorreu em 29 de março deste ano, na casa do próprio influenciador, no bairro Caçari. Ivan atuaria como intermediador na venda de ouro, recebendo o minério de garimpeiros e buscando compradores em troca de comissão.
De acordo com a Polícia Civil, ele teria planejado uma falsa abordagem policial para ficar com o ouro e o dinheiro da negociação. Para executar o plano, o grupo utilizou uma viatura descaracterizada, armas, distintivos e roupas semelhantes às da Polícia Civil.
A ação teria contado com a participação de policiais do Amazonas e do investigador da Polícia Civil de Roraima Marcelo Henrique Sobral, de 51 anos, apontado como um dos articuladores do esquema.
Ivan também é investigado como operador financeiro de um esquema de lavagem de dinheiro. Após o roubo, ele se mudou para Florianópolis. Durante a operação, os policiais apreenderam celulares, computadores e um carro de luxo no endereço ligado ao influenciador.
Nas redes sociais, Ivan publica vídeos de partidas de jogos eletrônicos e reúne cerca de 22,5 mil seguidores no Instagram e na Twitch.
A investigação começou em janeiro, na Corregedoria-Geral da Polícia (Corregepol). Os investigadores identificaram que uma viatura oficial era utilizada nos crimes e que Marcelo Sobral tinha acesso ao veículo.
Sobral foi preso em Boa Vista e é investigado, junto com outras três pessoas, por envolvimento em roubos que teriam causado prejuízo superior a R$ 23 milhões.
Durante o cumprimento de um mandado de busca, o investigador também foi preso em flagrante por suspeita de fraude processual após danificar o próprio celular. A fiança determinada não foi paga.
Ao todo, a operação cumpriu quatro mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 20 milhões em bens, imóveis e valores dos investigados.
A operação foi realizada pela Polícia Civil de Roraima, por meio da Corregepol e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), com participação do Gaeco do Ministério Público e do Controle Externo da Atividade Policial.
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