“O futuro é promissor”, diz Carlos Piani, presidente da Sabesp
A privatização da Sabesp, maior companhia de saneamento básico do país, completou dois anos e virou tema eleitoral ao situar em lados opostos o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, e seu principal adversário, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT).
Para os defensores do negócio, a desestatização ampliará em tempo recorde o acesso da população aos serviços.
Os críticos alegam que a transação piorou o atendimento e não cumpriu a promessa de baratear as tarifas.
O executivo Carlos Piani , que assumiu em outubro de 2024 o comando da Sabesp, procura fugir do fogo cruzado do debate político e defende os benefícios da nova gestão para a população, citando como exemplo o investimento recorde de 70 bilhões de reais para ampliar a rede no estado.
Nesta entrevista a VEJA, ele também rebate as principais críticas ao processo de privatização e diz que os benefícios rapidamente ficarão visíveis a todos.
“Esperamos que nos julguem pelos resultados que alcançaremos”, diz.
A privatização da Sabesp foi politizada pela eleição para o governo de São Paulo.
Como a empresa lida com isso? Com tranquilidade.
Não cabe à Sabesp politizar a privatização.
Temos uma dívida histórica com parte da população.
Em São Paulo, quase 10 milhões de pessoas não têm acesso à água potável, nem à coleta ou ao tratamento de esgoto.
O Estado brasileiro não tem capacidade para investir.
Escolheu-se um modelo para atacar esse problema.
O que nos cabe é executar esse compromisso.
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