Galapagos lança primeiro ETF brasileiro com exposição a todo o mercado de ações dos EUA
A Galapagos listou na B3 o EUAT11, primeiro fundo negociado em bolsa (ETF) brasileiro com exposição a todo o mercado acionário americano.
A carteira vai investir no Vanguard Morningstar Total Stock Market ETF (VTI), estratégia com patrimônio de US$ 2,3 trilhões e que permite acesso a mais de três mil empresas de diferentes portes e setores por meio de um único instrumento, comprado na B3 como se fosse uma única ação.
É uma forma de evitar a concentração de índices como S&P 500 e Nasdaq 100 nas maiores companhias listadas nos Estados Unidos, O ETF contempla também empresas de médio e pequeno porte, oferecendo uma representação mais ampla da economia americana, trazendo também o retorno das ações das potenciais "blue chips", as ações de maior capitalização do futuro.
O ETF investe em cotas do VTI, escolhido por critérios como escala, liquidez, histórico e baixo custo.
O custo total do EUAT11 é de 0,18% ao ano, composto por 0,15% de taxa global do EUAT11 e 0,03% relativo ao ETF de referência, "posicionando-o entre as alternativas mais competitivas do mercado brasileiro", segundo a gestora.
"O investidor brasileiro ainda concentra boa parte da carteira em um mercado com poucas empresas e setores.
O EUAT11 amplia essa diversificação ao oferecer exposição a mais de 3 mil companhias americanas de diferentes portes, em um único investimento e sem abrir mão de liquidez", afirma Bruno Stein, responsável pela área de ETFs da Galapagos Capital, em nota.
O EUAT11 é um complemento ao GXUS11, lançado pela Galapagos no ano passado, e voltado às ações internacionais fora dos EUA.
A asset defende que a combinação dos dois ETFs permite ao investidor definir quanto deseja alocar no mercado americano e quanto pretende direcionar ao restante do mundo, construindo a exposição internacional com maior controle sobre a exposição geográfica, "sem depender de um índice global", acrescenta Stein.
Com isso, o brasileiro pode construir sua exposição global com a mesma lógica adotada por muitos investidores americanos.
Com cerca de R$ 40 bilhões sob o seu guarda-chuva, o lançamento do EUAT11 amplia o portfólio de ETFs da Galapagos, que recentemente passou a incluir alternativas de renda fixa em sua grade, com os ETFs 03BK11 e 10BK11, indexados ao Tesouro IPCA+ com prazos de vencimento constantes, além dos fundos POSB11, GLFT11 e 3PRE11.
No primeiro semestre, a gestora lançou ainda os ETFs OROF11 e PRAF11, voltados à exposição a metais físicos.
A plataforma também conta com o GBIT11, que acompanha o ETF de Bitcoin da 21Shares, e o GXUS11, dedicado às ações internacionais fora dos Estados Unidos.
Com o EUAT11, a Galapagos passa a oferecer instrumentos para que investidores brasileiros construam uma carteira internacional diversificada entre classes de ativos e regiões geográficas.
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