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Frente fria traz neve para o Rio Grande do Sul e derruba temperaturas em SP

Por Redação 5News · · com informações de UOL Notícias
Frente fria traz neve para o Rio Grande do Sul e derruba temperaturas em SP

Frente fria atinge sul e sudeste do Brasil com neve no Rio Grande do Sul e recorde de frio em São Paulo

Uma massa de ar de origem polar alcançou as regiões sul e sudeste do país desde o final da semana anterior, provocando queda significativa nas temperaturas e trazendo precipitações incomuns para o período. A situação trouxe neve para áreas elevadas do Rio Grande do Sul e marcou o mês de setembro como o mais frio em São Paulo nos últimos quatro anos.

Neve nos Campos de Cima da Serra gaúchos

A precipitação de neve foi registrada em localidades da região dos Campos de Cima da Serra, no nordeste do Rio Grande do Sul. Segundo informações confirmadas tanto pela Defesa Civil quanto pelo serviço de meteorologia Climatempo, ao menos duas cidades presenciaram esse fenômeno durante o fim de semana.

Na municipalidade de São José dos Ausentes, a neve atingiu o pico do Monte Negro. Simultaneamente, a região do cânion Fortaleza, localizada em Cambará do Sul, também foi coberta pela precipitação nívea. Registros compartilhados nas redes sociais pela Secretaria de Turismo e Cultura de São José dos Ausentes documentaram visualmente a ocorrência do fenômeno na área, mostrando as características de neve em flocos de gelo sobre o terreno.

Os termômetros em São José dos Ausentes indicaram mínima de 0,9 graus Celsius na ocasião. Ainda mais ao sul, especificamente em São Joaquim, localizada em Santa Catarina, o aparelho registrador identificou a temperatura mais baixa do país durante esse período, marcando -1,8 graus Celsius.

Chuva congelada na Serra Gaúcha

Além da neve propriamente dita, outras formações de precipitação gelada foram detectadas em municípios da Serra Gaúcha. São Francisco de Paula e Gramado registraram ocorrências de chuva congelada, um fenômeno distinto da neve convencional.

Recordes históricos de frio em São Paulo

A capital paulista experimentou temperaturas que não se repetiam há vários anos para o mês de setembro. Na madrugada do dia, os medidores de temperatura indicaram 10,1 graus Celsius, estabelecendo o recorde para a madrugada mais fria de um mês de setembro desde o ano de 2022.

Além dessa marca madrugadora, há previsão de que a tarde também possa quebrar registros históricos. Com projeções indicando máximas de 13 graus Celsius para a capital paulista, existe possibilidade de que este seja o dia com a tarde mais fria de um mês de setembro nos últimos 26 anos. O registro anterior que se destaca ocorreu em 26 de setembro do ano 2000, quando a máxima registrada foi de 13,1 graus Celsius.

No interior paulista, a cidade de Campos do Jordão apresentou a temperatura diária mais reduzida do estado, com leitura de 5,9 graus Celsius durante o período de monitoramento.

Contexto: Frentes frias e fenômenos meteorológicos

Para compreender plenamente o que está acontecendo, é importante entender alguns conceitos meteorológicos. Uma frente fria ocorre quando uma massa de ar polar se desloca em direção a regiões mais quentes. Essa mudança provoca alterações drásticas nas condições climáticas da área afetada, resultando em quedas severas de temperatura e alterações nos padrões de precipitação.

A neve é uma forma de precipitação que ocorre quando partículas de água congelam em altitudes elevadas onde as temperaturas se mantêm abaixo do ponto de fusão. Em regiões de grande altitude como os Campos de Cima da Serra, é possível que a neve chegue ao solo ainda em forma de flocos de gelo, sem sofrer descongelamento durante a queda.

A chuva congelada, por sua vez, é um fenômeno distinto. Ela se forma quando o ar em altitudes superiores está suficientemente frio para que a água se congele, mas em camadas intermediárias há uma região com temperaturas acima de zero graus. A precipitação inicial congela em altitude, desce já transformada em gotas de água, passa pela zona mais quente onde volta a derreter, e em seguida atravessa outra zona fria perto do solo, onde congela novamente antes de alcançar a superfície, formando pequenas pelotinhas de gelo.

Os recordes de temperatura em cidades como São Paulo resultam da circulação dessa massa de ar polar que alcançou latitudes incomuns para o padrão sazonal. Setembro, ainda que seja um mês que marca o início da primavera no hemisfério sul, ainda pode receber influência de sistemas meteorológicos de origem polar, especialmente quando há condições atmosféricas favoráveis para seu deslocamento.

Desdobramento esperado e previsões

A mesma massa de ar que causa o frio intenso nas regiões sul e sudeste segue seu deslocamento em direção ao Uruguai. Conforme esse sistema se afaste do continente e se mova para a área oceânica, é esperado que as temperaturas nas áreas afetadas comecem gradativamente a subir.

As temperaturas mínimas apresentarão elevação a partir do período de quarta-feira, quando iniciará a transição para condições mais moderadas. Contudo, essa mudança não significa ausência de precipitações. Há indicação de possibilidade de chuva em toda a extensão do estado de São Paulo durante a semana que se aproxima, com volumes mais significativos concentrando-se em áreas específicas como a Baixada Santista, Vale do Ribeira, região da Grande São Paulo e Vale do Paraíba.

Na zona sul do país ainda há possibilidade de ocorrência de temperaturas negativas durante este período, embora não haja perspectiva de novas formações de neve. Os três estados da região sul apresentam risco elevado de formação de geada, um fenômeno em que a umidade atmosférica congela sobre a superfície terrestre.

O que acompanhar

O desenvolvimento dessa situação meteorológica apresenta vários aspectos dignos de acompanhamento nos próximos dias. Primeiramente, será importante monitorar se as máximas de temperatura em São Paulo conseguem de fato atingir o limiar de 13 graus Celsius ou abaixo, estabelecendo novo recorde histórico para o período.

Além disso, a progressão da chegada das chuvas em diferentes regiões do estado e seus volumes acumulados são pontos de atenção, especialmente para a Baixada Santista e Vale do Ribeira, que deverão receber volumes mais expressivos. Também vale acompanhar o avanço da recuperação térmica conforme a massa de ar polar se afasta, observando quando as temperaturas retornam aos patamares mais típicos de setembro.

Por fim, a possibilidade de formação de geada nos estados do sul mantém relevância para atividades agrícolas e para o monitoramento das condições de segurança nas rodovias dessas regiões durante as madrugadas dos próximos dias.

Principais pontos:

• Neve foi registrada na região dos Campos de Cima da Serra no Rio Grande do Sul, com confirmação da Defesa Civil e do serviço meteorológico Climatempo.

• São Paulo registrou 10,1 graus Celsius na madrugada, a temperatura mais fria para o mês de setembro desde 2022, com possibilidade de bater recorde histórico de tarde mais fria em 26 anos.

• A menor temperatura do país foi registrada em São Joaquim, Santa Catarina, com -1,8 graus Celsius.

• As temperaturas devem começar a subir a partir de quarta-feira com previsão de chuva em todo o estado de São Paulo durante a semana.

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Matéria produzida pela Redação 5News com apoio de inteligência artificial a partir da apuração de UOL Notícias — os fatos do episódio vêm da matéria original; o contexto usa informação pública consolidada. Veja nossa política editorial. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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