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Líderes europeus exigem ação conjunta contra subida dos preços da energia

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Líderes europeus exigem ação conjunta contra subida dos preços da energia

Os líderes da UE apelaram a uma resposta europeia coordenada à crise energética, encorajando a Comissão Europeia a apresentar medidas temporárias e dirigidas para aliviar a carga sobre as famílias e empresas, incluindo o reforço do apoio financeiro aos setores mais atingidos pelos aumentos dos preços da energia.

Após negociações no Conselho Europeu, que se prolongaram pela noite de quinta-feira, os líderes manifestaram igualmente preocupações com a segurança do aprovisionamento energético, pedindo à Comissão que reforce a capacidade e eficiência das refinarias de petróleo europeias, em declínio desde 2009.

Manifestaram ainda interesse em explorar compras conjuntas de energia em regime voluntário, semelhantes à plataforma lançada pela Comissão para ajudar a substituir o gás russo na sequência da invasão da Ucrânia por Moscovo.

Os apelos surgem numa altura de grave crise energética, que ameaça a indústria europeia e deixa milhões de famílias em risco de pobreza energética neste inverno.

A subida dos preços da energia e das taxas de inflação levou várias capitais da UE a pedirem mais apoio à Comissão Europeia.

Itália e Grécia pediram recentemente a Bruxelas que permita gastos adicionais sem abrir processos por infração, face às circunstâncias excecionais criadas pelo choque energético.

Os mercados de gasóleo deverão manter-se sob pressão até bem dentro de 2027, advertiu a Agência Internacional da Energia (AIE) a 14 de outubro, e os preços grossistas do gasóleo na Europa poderão voltar a subir nas próximas semanas.

Os preços do gasóleo recuaram face aos máximos de setembro, superiores a 200 dólares por barril, mas os referenciais “continuam quase o dobro do preço do crude e dos níveis anteriores à crise”, afirmou a AIE.

Em maio, os países da UE receberam luz verde da Comissão para concederem apoio financeiro direto aos setores mais atingidos e intensivos em energia, incluindo agricultores, indústria pesada e transportadores rodoviários. Mas, à medida que a crise energética se arrasta, os fundos públicos vão escasseando.

O primeiro-ministro grego Kyriakos Mitsotakis apelou a uma resposta coordenada da UE, em vez de depender apenas de medidas nacionais.

“Os custos da energia alimentaram uma nova vaga de inflação na Europa”, afirmou na quinta-feira, defendendo que Bruxelas deve ponderar “medidas adicionais e maior flexibilidade” para apoiar as famílias e empresas mais vulneráveis.

O líder grego advertiu que as negociações irão demorar, dizendo não esperar um acordo “hoje ou amanhã”.

O primeiro-ministro finlandês Petteri Orpo pediu igualmente uma reação imediata da UE para travar a escalada dos preços da energia.

“Precisamos de medidas de curto prazo, porque temos de garantir preços acessíveis para as pessoas e para as empresas”, afirmou.

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