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Por que as torcidas organizadas estão pedindo intervenção no Corinthians?

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Por que as torcidas organizadas estão pedindo intervenção no Corinthians?

As principais torcidas organizadas do Corinthians passaram a pedir uma intervenção judicial no clube em meio a uma crise política e administrativa, com investigação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e polêmica envolvendo a renovação de Memphis Depay.

Organizadas convocaram um ato em frente ao Ministério Público de São Paulo para cobrar intervenção judicial no clube. Gaviões da Fiel, Camisa 12, Pavilhão 9, Estopim da Fiel, Coringão Chopp e Fiel Macabra marcaram a manifestação para quarta-feira (19), às 14h, na Sé, com apoio à atuação do MP-SP.

As torcidas dizem que o clube vive uma crise política e administrativa e criticam o modelo associativo. Em nota, os grupos afirmaram: "O Corinthians vive uma das maiores crises de sua história. A torcida não aguenta mais essa política suja que domina o clube, os conchavos de bastidores e um modelo associativo que, há anos, afasta o verdadeiro dono desta paixão: o povo corinthiano".

Outro protesto foi marcado para sábado (22), no Parque São Jorge, com foco em dirigentes. As organizadas convocaram a torcida para um ato às 10h e afirmaram que vão pedir "a saída de todos aqueles que ainda fazem mal ao glorioso Corinthians".

As organizadas também anunciaram protesto nas arquibancadas durante jogo decisivo na Libertadores. O Corinthians recebe o Rosario Central na quinta-feira (20), às 21h30, na Neo Química Arena, depois do empate por 0 a 0 no jogo de ida.

O pedido de intervenção ganhou força em meio à polêmica da renovação de Memphis Depay. A crise envolvendo o novo contrato do jogador aumentou a insatisfação de parte da torcida e virou mais um ponto de tensão na relação com o clube.

Uma intervenção judicial pode levar a Justiça a interferir temporariamente na administração do clube. O alcance depende da decisão do juiz e pode ir de fiscalização e acesso a documentos ao afastamento de dirigentes e à transferência temporária de poderes administrativos a interventores.

Intervenção não significa eleição imediata de um novo presidente do Corinthians. Em caso de decisão favorável, a Justiça pode nomear um interventor para exercer, por um período, as funções definidas na determinação.

O presidente Osmar Stabile não seria necessariamente afastado em uma eventual intervenção. Isso depende do que for decidido, embora uma ação apresentada por 18 sócios em março tenha pedido o afastamento de dirigentes da Diretoria Executiva, do Conselho Deliberativo, do Cori e do Conselho Fiscal.

Intervenção judicial não transforma automaticamente o Corinthians em SAF. O clube seguiria como associação, e uma eventual mudança para sociedade anônima do futebol dependeria de outro processo e das aprovações necessárias.

O MP-SP mantém investigações relacionadas ao Corinthians, incluindo contratos de empresas de segurança que envolvem o presidente Osmar Stabile. O órgão também colaborou com o desligamento dos ex-presidentes Andrés Sanchez, Augusto Melo e Duilio Monteiro Alves do clube.

O Supremo Tribunal Federal (STF) já definiu quando o Ministério Público pode atuar em entidades esportivas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.

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