Esther Dweck: base nacional de identidade poderá reforçar combate a golpes
A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou nesta terça-feira (25), durante a Febraban Tech 2026, que o governo federal está desenvolvendo uma infraestrutura nacional de dados – alimentada pela nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), bases biométricas de outros órgãos, gov.br e outras infraestruturas públicas – com potencial de uso também pelo setor privado.
Para além da melhora na prestação de serviços, o objetivo principal seria a redução de fraudes no setor financeiro.
Segundo a ministra, o governo mantém uma cooperação técnica com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para estudar formas de utilização dessa base nacional de identificação pelos bancos.
“A identificação tem sido nossa grande discussão com a Febraban”, afirmou Esther.
“Existe uma cooperação técnica com a federação para estudar a possibilidade de que essa grande base de identificação, que vai evitar fraudes no Brasil, possa ser utilizada pelo setor privado”, afirmou.
O esforço acontece em um contexto de crescimento das fraudes digitais, sobretudo no setor bancário, que concentra 55% do montante.
Dados apresentados apontam que o Brasil registrou 22 milhões de tentativas de fraude em 2024 e 2025, o equivalente a uma ocorrência a cada quatro segundos.
Além disso, foram contabilizados 2,2 milhões de boletins de ocorrência por estelionato em 2024, enquanto 16 milhões de brasileiros afirmaram ter perdido dinheiro em golpes.
CIN e gov.br Para o governo, um dos pilares no combate às fraudes aposta na consolidação da Carteira de Identidade Nacional, que substitui o modelo anterior em que um cidadão poderia possuir diferentes registros estaduais de RG.
Atualmente, a nova carteira de identidade já soma 62 milhões de emissões, o que representa 30% da população.
“Hoje o número único é o CPF, e temos integração entre os estados, coordenada pelo governo federal, garantindo que uma mesma pessoa não possa ter identidades diferentes”, afirmou Esther.
Enquanto isso, o gov.br reúne 178 milhões de contas — sendo 100 milhões na categoria ouro, a mais segura — e acumula 4 bilhões de acessos até agosto deste ano.
Integração biométrica A integração das principais bases biométricas do país também é uma prioridade da pasta, uma vez que ajudaria a impedir duplicidades, aumentando a confiabilidade dos sistemas de identificação.
A infraestrutura de identificação civil deverá reunir informações provenientes da Polícia Federal, que possui uma base de 48 milhões de registros biométricos, da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), com 85 milhões, e da Identificação Civil Nacional do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que reúne 140 milhões de registros.
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